50 anos da morte de Juscelino Kubitschek
A morte de Juscelino Kubitschek completa 50 anos em 22 de agosto. JK foi prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas e presidente da República. Um dos principais marcos de seu governo foi a construção de Brasília e a transferência da capital federal para o Planalto Central. JK teve os direitos políticos cassados em 1964, quando exercia o mandato de senador por Goiás. Em seu último discurso no Senado ele afirmou que a medida atingia não apenas seus direitos, mas também o direito dos brasileiros de escolher seus governantes.

Transcrição
Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902. Formou-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e ocupou diversos cargos políticos: deputado federal, prefeito de Belo Horizonte, govenador de Minas e, em 1955, foi eleito presidente da República. Entre diversos feitos, JK liderou a mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília. Após a saída da presidência, Juscelino foi senador por Goiás, cargo que ocupava quando teve seus direitos políticos cassados pelo golpe de abril de 1964. Seu último discurso na tribuna do Senado foi em 03 de junho de 1964.
(Juscelino Kubitschek) "Não me estão ferindo pessoalmente, mas a todos os que se julgam no direito de escolher a quem desejam escolher para presidir o seu destino. Esse ato é um ato de usurpação e não ato de punição. Muito mais do que a mim cassam os direitos políticos do Brasil."
JK morreu em 22 de agosto de 1976, aos 73 anos, em uma colisão do carro em que estava, um Opala, com uma carreta na Rodovia Presidente Dutra, próximo à cidade de Resende. A tese de acidente sempre foi contestada pelos familiares e, em 29 de maio desse ano, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos considerou que a morte de Juscelino decorreu de atentado político planejado pela ditadura. Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.

