Empresas do agro e da pesca poderão ser incluídos em créditos de R$ 15 bi
A Comissão que analisa a Medida Provisória (MPV) 1345/2026 no Congresso aprovou, nesta terça-feira (30), linhas de crédito no valor de R$ 15 bilhões para exportadores brasileiros, por meio do Plano Brasil Soberano. Além do setor industrial, foram incluídos no grupo de beneficiários também as empresas do setor agropecuário, da pesca e aquicultura, e os exportadores de recursos minerais. O senador Alan Rick (Republicanos-AC), relator da MP, argumenta que a iniciativa dará maior proteção e suporte em cenários de instabilidade internacional. O texto seguirá para análise dos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.

Transcrição
A Comissão Mista aprovou a medida provisória que concede até 15 bilhões de reais em linhas de crédito a exportadores por meio do Plano Brasil Soberano. O objetivo da MP é conter os impactos de instabilidades internacionais, como os conflitos no Oriente médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O texto original disponibilizava os financiamentos a exportadores de bens industriais e seus fornecedores. Mas o relatório do senador Alan Rick, do Republicanos do Acre, incluiu as empresas da agropecuária, pesca e aquicultura e os exportadores de recursos minerais, incluindo cooperativas e associaições que exerçam essas atividades.
Alan Rick explicou a importância do apoio aos exportadores em momento de instabilidade.
(Senador Alan Rick) "O sistema oficial de apoio ao crédito à exportação cumpre função estratégica de política industrial e de inserção internacional. Em ambiente de fragmentação do comércio global e de elevação unilateral de tarifas, a capacidade de o Estado prover liquidez e garantia às empresas exportadoras é condição para a preservação de mercados, da base produtiva e do emprego."
As linhas de financiamento, administradas pelo BNDES, poderão ser destinadas a capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos na cadeia de produção, inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos, até para atender requisitos exigidos no comércio internacional.
Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação e de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda.
Essa MP segue a linha da medida provisória anterior, que perdeu validade no final de 2025, quando as principais tarifas aplicadas contra o setor haviam sido suspensas.
A próxima etapa é votação do texto no plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

