Regulamentação da profissão de multimídia é tema de debate no Senado
O Conselho de Comunicação Social se reuniu nesta segunda-feira (4) para debater aspectos da lei que regulamentou a profissão de multimídia (Lei 15.325/2026). Conselheiros ligados a entidades de trabalhadores reclamaram de possível precarização no jornalismo, enquanto que o representante da televisão destacou que a lei foi aprovada democraticamente pelo Congresso Nacional.

Transcrição
O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional debateu nesta segunda-feira a Lei 15325 de 2026, que regulamentou a profissão de multimídia. O representante da categoria de jornalistas no conselho, Paulo Zocchi, criticou a precarização da profissão e foi direto, defendeu a revogação da lei.
(Paulo Zocchi) "O jornalista já é, por natureza, um profissional multimídia. O que está em curso, neste caso, é uma tentativa de precarização do nosso trabalho, o que não aceitaremos".
Já o representante das empresas de televisão, Samir Nobre, ressaltou que a lei foi aprovada democraticamente no Parlamento e que regras de uma profissão não deveriam ser tratadas no Conselho de Comunicação.
(Samir Nobre) "Creio eu que esse tema laboral, ele não se encontra amparo no capítulo quinto é... da Constituição Federal, que é o tema que é o capítulo que trata da Comunicação Social".
Segundo a lei sancionada em janeiro, multimídia seriam os trabalhadores que atuam de forma integrada em diferentes plataformas e linguagens, como texto, vídeo, áudio, design, redes sociais e produtos digitais. Incluem, por exemplo: jornalistas digitais, produtores de conteúdo, videomakers, editores e social media.
Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.

