Comissões terão relatório de CPI, indicação ao STF e discussão sobre vacinas
A pauta das comissões permanentes do Senado inclui a leitura do relatório final da CPI do Crime Organizado, medidas anti-drones na Comissão de Infraestrutura, apresentação do relatório favorável à indicação de um novo ministro do Supremo Tribunal Federal, audiência sobre a regulamentação dos datacenters no Brasil, entre outras reuniões deliberativas e audiências públicas. Na Comissão de Assuntos Sociais, destaque para a proposta que torna crime a divulgação de informações falsas sobre vacinas.

Transcrição
Na terça-feira, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tem depoimento marcado na CPI do Crime Organizado.
Ele virá na condição de testemunha e não de investigado para falar sobre a situação de seu estado, que é um dos principais núcleos de atuação de facções e milícias no país.
Também está agendada a leitura do relatório final da CPI, pelo senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe.
Ao citar as investigações que puderam ser feitas e lamentar que a comissão não foi prorrogada para aprofundar o caso Master, Alessandro Vieira antecipou que o documento final da CPI vai recomendar indiciamentos.
(sen. Alessandro Vieira) "Será encerrada com relatório completo, apresentando os fatos que pudemos apurar, atribuindo responsabilidades e apresentando indiciamentos, porque ninguém aqui veio para se omitir nem veio para brincar em Brasília, muito menos para fazer parte de quadrilha ou bando, muito menos para ter conluio com organização criminosa como tantos o fazem."
Ainda na terça, a Comissão de Infraestrutura pode votar o regramento para abate de Aeronaves Remotamente Pilotadas e medidas anti-drones em caso de ameaça à segurança pública, à vida humana ou à ordem nacional.
Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça vai sabatinar indicados para o Superior Tribunal de Justiça e para os Conselhos Nacionais da Justiça e do Ministério Público.
No mesmo dia, o senador Weverton, do PDT do Maranhão, deverá apresentar relatório favorável à nomeação do advogado-geral da União para o Supremo Tribunal Federal.
Já a Comissão de Educação pode votar a criação da Universidade Federal Indígena, uma das reivindicações apresentadas no Acampamento Terra Livre, que aconteceu na última semana, em Brasília.
No mesmo dia, volta à pauta da Comissão de Assuntos Sociais o projeto que torna crime a divulgação de informações falsas sobre vacinas.
A senadora Soraya Thronicke, do PSB de Mato Grosso do Sul, esclareceu que a pena prevista é de reclusão e não prisão.
(sen. Soraya Thronicke) "Detenção de 6 meses a 2 anos, não estamos falando de cadeia fechada, não estamos falando da Papuda, da Papudinha e etc., não precisa ter medo. É só não disseminar."
Ainda na quarta, a Comissão de Esporte debate o impacto de alterações feitas pelos deputados nos repasses de recursos das apostas de quota fixa para a área do desporto; e a Comissão de Ciência e Tecnologia tem audiência sobre a regulamentação dos data centers no país.
Na quinta-feira, a Comissão de Direitos Humanos vai debater a proteção às crianças indígenas.
Da Rádio Senado, Marcela Diniz.

