Comissão retira sigilo de documentos do Banco Master — Rádio Senado
Auditoria

Comissão retira sigilo de documentos do Banco Master

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) retirou o sigilo da auditoria do Tribunal de Conta da União (TCU) sobre o caso Banco Master, e outros documentos confidenciais. O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que eles poderão ser consultados publicamente, com preservação apenas das informações protegidas por lei. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu que o resultado da auditoria deveria ser público.

24/03/2026, 13h25
Duração de áudio: 02:20
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
A Comissão de Assuntos Econômicos decidiu tornar públicos os documentos recebidos do Tribunal de Contas da União sobre o caso Banco Master. Inclusive de uma auditoria que analisa a atuação do Banco Central no processo de liquidação do Master. A decisão foi anunciada pelo presidente do colegiado, Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, depois de cobranças feitas durante a reunião desta terça-feira. Segundo ele, a consulta aos documentos enviados pelo TCU será tornada pública, com manutenção de sigilo apenas sobre as informações protegidas por lei. (senador Renan Calheiros) "Nós estamos retirando o sigilo, e deixaremos o sigilo apenas para aquilo que for sigiloso na forma da lei, e não para a auditoria do Tribunal de Contas sobre o Banco Central, que é uma auditoria que a sociedade tem total interesse em conhecer! Não sei por que o próprio Tribunal decreta sigilo sobre o próprio tribunal decreta sigilo sobre uma auditoria que ele próprio fez". O senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, também defendeu que o relatório deveria ser público, já que o documento pode ajudar os trabalhos do Congresso e esclarecer a atuação dos órgãos de fiscalização no caso. (senador Eduardo Braga) "Impondo inclusive as membros da CAE assinatura de declaração de confidencialidade sobre o resultado da auditoria. Ora, creio que um órgão auxiliar do Poder Legislativo não pode impor sigilo sobr e algo que deveria ter absoluta transparência". O grupo de trabalho criado pela CAE já apresentou três propostas para reforçar a regulação do sistema financeiro, ampliar a proteção da poupança popular e endurecer o combate a fraudes de grande proporção. Entre as medidas, estão mudanças no papel do Fundo Garantidor de Crédito, mais regras para a oferta de títulos bancários em plataformas de investimento e o aumento do rigor penal para crimes financeiros. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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