Relatório da IFI mostra avanço do BPC e avalia cenário externo e nos municípios
De acordo com o Relatório de Acompanhamento Fiscal do mês de março, elaborado pela Instituição Fiscal Independente do Senado, IFI, aumento no número de beneficiários do BPC, o impacto de guerras globais na economia e o desempenho das finanças municipais são as principais variáveis em destaque no cenário econômico atual.

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De acordo com o Relatório de Acompanhamento Fiscal do mês de março, elaborado pela Instituição Fiscal Independente do Senado, IFI, o aumento no número de beneficiários do BPC, o impacto de guerras globais na economia e o desempenho das finanças municipais são as principais variáveis em destaque no cenário econômico atual.
O documento revelou que o gasto com o BPC já representa cerca de 5% da despesa primária total da União, atingindo a marca de 127,2 bilhões de reais no ano de 2025. Despesas primárias são os valores necessários para manter a máquina pública funcionando e para prover serviços à população como saúde, educação, aposentadorias, e o próprio BPC.
Segundo o diretor da IFI, Alexandre Andrade, o avanço dessa rubrica merece atenção e explica as razões.
Nos últimos 10 anos, o BPC teve um crescimento de 5,8% em termos reais, enquanto a despesa total cresceu 2%. Em que pese também a influência que o reajuste do salário mínimo exerce sobre os pagamentos, tendo em vista que o benefício é atrelado ao salário mínimo.
Outro ponto levantado pelo relatório foi o balanço fiscal dos municípios, que, ao contrário dos estados, apresentaram uma melhora em seu resultado primário em 2025, atingindo 0,05% do PIB. No entanto, a IFI ressalta que essa melhora está relacionada a uma queda nas receitas que acabou forçando as prefeituras a reduzirem ainda mais os investimentos. Ou seja, o avanço não parece ser fruto de um esforço fiscal por parte das prefeituras.
A instabilidade global e as guerras no Oriente Médio são pontos de fragilidade, segundo o documento. A volatilidade provocada pelo conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã tem potencial para impactar a inflação.
Alexandre Andrade detalhou como a instituição vai monitorar essas ameaças:
Em abril, nós vamos debruçar sobre o os os possíveis efeitos dessa guerra sobre a economia no que diz respeito à inflação, a crescimento, a receitas também, porque, como o Brasil é um país produtor de petróleo os aumentos no preço do petróleo acabam influenciando a arrecadação, a exploraçãos de royalties, de recursos naturais.
Diante deste cenário, o relatório reforça a necessidade contínua de avaliação periódica das despesas obrigatórias para não comprometer a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

