Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia discute agenda para 2026
A Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia se reuniu para discutir a agenda prioritária para o ano de 2026.
Os parlamentares reforçaram o papel do grupo em eventos importantes e apresentaram pontos a serem debatidos neste ano.

Transcrição
A Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia, composta por senadores e deputados, se reuniu para discutir a agenda prioritária para o ano de 2026. Os parlamentares reforçaram o papel decisivo já desempenhado pelo grupo em eventos importantes como no aprimoramento do Programa Gás do Povo e apresentaram pontos a serem debatidos neste ano.
O presidente do grupo, senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba, apresentou a agenda legislativa, proposta pelo INTÉ, Instituto Brasileiro de Transição Energética, com cinco eixos orientadores.
(senador Veneziano Vital do Rêgo) "Primeiro deles, indústria, emprego e desenvolvimento. Segundo, fortalecimento regulatório com marcos claros e agências técnicas respeitadas para reduzir a litigiosidade. Terceiro, meio ambiente e transição energética. O quarto, a integridade do mercado de combustíveis, garantindo concorrência leal. E por último, a segurança energética e infraestrutura, assegurando confiabilidade operativa e uma expansão compatível com a transmissão e a logística."
O deputado federal Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, destacou a necessidade de se discutir a viabilidade da implantação de data centers no país, grandes consumidores de energia.
(deputado Bohn Gass) "Ontem nós votamos o Redata, data centers, armazenamento, manipulação de dados, novas oportunidades, conhecimento, saber e poder. É disso que se trata. E mais de 63% dos dados de todas as instituições governamentais brasileiras estão fora do país. O ideal seria que nós tivéssemos o controle total soberano sobre nossas empresas, o domínio de todos os dados, mas nós estamos longe disso."
O deputado Júlio Lopes, do PP do Rio de Janeiro, defendeu o aprofundamento do debate sobre a sonegação fiscal no setor de energia e apontou uma alternativa.
(deputado Júlio Lopes) "A sonegação, da contraflação e da pirataria no setor de combustível do Brasil, atinge a marca dem 70 bilhões de reais. Acho que é um tema muito relevante pro Brasil digitalizarmos esses setores todos. Aliás, digitalizarmos o Brasil todo e seu controle energético é da maior importância."
A reunião contou, também, com a presença de representantes dos setores de petróleo e gás, de energia elétrica e da indústria química. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

