CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula
A CPMI do INSS aprovou 87 requerimentos, entre eles a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula. Parlamentares governistas querem anular a votação por não ter registrado a manifestação individual no painel eletrônico. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) argumentou que na votação simbólica a contagem de votos não foi correta. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o resultado seguiu o regimento.

Transcrição
A oposição aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula na reunião da CPMI do INSS.
Eles argumentam que Lulinha tem ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS.
O deputado federal Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, afirmou que a oposição busca incluir de alguma forma o presidente Lula na investigação.
Ele questiona a forma com se deu a votação dos requerimentos, que não registrou no painel a manifestação de cada parlamentar.
Paulo Pimenta – O contraste da votação simbólica se dá por maioria ou minoria entre os presentes. Portanto, foi 14 a 7 a votação. Está aqui no artigo 14, inclusive maioria dos votos presentes entre a maioria dos seus membros. Não existe essa interpretação que o quórum seria o quórum total. Isso não tem previsão regimental.
Mas ao confirmar o resultado da votação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, destacou que cumpriu o regimento.
Carlos Viana – Para que a pauta fosse derrubada em bloco, era necessário que o governo apresentasse a maioria dos votos de acordo com o painel de 31. Apresentaram, e eu contei duas vezes, sete votos contrários. Portanto, a pauta de hoje está aprovada na integralidade.
Os parlamentares governistas deverão recorrer ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, para anular a votação citando o descumprimento do Regimento Interno. Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.

