Comissões voltam a debater políticas públicas para superdotados — Rádio Senado
Audiência pública

Comissões voltam a debater políticas públicas para superdotados

A Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Educação debateram pela segunda vez as políticas públicas para pessoas com altas habilidades e superdotação (REQ 128/2025-CDH). A estudante Marjorie Naves, 18 anos, disse que a escola precisa estimular os superdotados; Carlos Fonseca, da Mensa, apontou uma subnotificação dos superdotados; e Olga de Freitas, do MEC, falou da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (DL 12686/2025). Para a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a sociedade civil deve se unir para lutar por avanços.

26/02/2026, 20h35 - atualizado em 26/02/2026, 20h41
Duração de áudio: 02:49
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
Altas habilidades e superdotação no ambiente escolar foram tema de debate conjunto das Comissões de Educação e de Direitos Humanos. Pessoas com essas características apresentam desempenho muito acima da média, comparados com colegas da mesma idade, em uma ou mais áreas do conhecimento. Alto desempenho intelectual, acadêmico, de liderança, psicomotricidade ou artístico. Indívíduos com esse perfil costumam demonstrar criatividade e envolvimento intensivo em atividades do seu interesse.  É o caso da estudante Marjorie Naves, 18 anos, que terminou o ensino médio no ano passado e falou da sua experiência no ambiente escolar. Ela explicou que a criança superdotada precisa de estímulos, "porque muitas vezes a mentalidade é infantil, mas o raciocínio lógico é de um adulto". (Marjorie Naves) "Isso cria um descompasso: A criança sofre isolamento social, porque os colegas não compreendem; é aquela criança que pergunta demais, que é vista às vezes como irritante, enfim, tanto para os colegas como para os professores." Carlos Fonseca, da Mensa Internacional, que reúne indivíduos com altas habilidades em mais de 100 países, disse que o censo escolar apontou 2 milhões de pessoas na educação especial no Brasil, mas só 60 mil superdotados; segundo ele, uma subnotificação. (Carlos Eduardo Fonseca) "A gente tem 2.900 municípios sem nenhum superdotado identificado; 990 e poucos municípios tem apenas um superdotado identificado ou seja, um peixinho fora do aquário. Imagine o que é ser o superdotado único em sua cidade." Olga Cristina de Freitas, do MEC, apresentou o decreto do governo federal que instituiu, em 2025, a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva; com mecanismos de inclusão para pessoas com altas habilidades. (Olga Cristina de Freitas) "Um programa nacional de autodefensoria contra o capacitismo e em favor da escola inclusiva; e um arranjo intersetorial de educação especial inclusiva; para que esse estudante público da educação especial seja visto na sua integralidade." Para a senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, é hora da sociedade civil se reunir e lutar pelos avanços necessários. (senadora Damares Alves) "Às vezes o poder público não consegue chegar em todos os lugares; mas vocês, de forma organizada, podem chegar a todas as crianças e todos os adultos com superdotação, altas habilidades, que ainda estão invisibilizados." Capacitação de professores, desenvolvimento de projetos pedagógicos específicos e estímulo à identificação precoce de altas habilidades foram reivindicações apresentadas pelos convidados. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

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