Projeto cria Mês Nacional de Combate ao Sedentarismo e de Prevenção da Obesidade
Está pronto para votação na Comissão de Assuntos Sociais o projeto (PL 2671/2025), da senadora Leila Barros (PDT-DF), que institui abril como o Mês Nacional de Combate ao Sedentarismo e de Prevenção da Obesidade. O projeto já tem voto favorável do relator, senador Flávio Arns (PSB-PR). Se aprovada na Comissão de Assuntos Sociais, a proposta será analisada por outra comissão do Senado, a de Assuntos Econômicos. A ideia é incentivar hábitos mais saudáveis e ampliar a conscientização sobre os impactos do sedentarismo e da obesidade na saúde da população.

Transcrição
Apresentado pela senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, a proposta diz que abril será o Mês Nacional de Combate ao Sedentarismo e de Prevenção da Obesidade. O projeto prevê campanhas de conscientização sobre os impactos do sedentarismo na saúde e na qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, o sedentarismo e a má alimentação estão entre as principais causas indiretas de mortes no mundo, especialmente por doenças crônicas. A OMS estima que entre 4 e 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas com mais atividade física.
A recomendação é de 60 minutos diários para crianças e adolescentes e de 150 a 300 minutos semanais para adultos. O médico Kaleu Nery, especialista em Traumatologia Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo, recomenda que os sedentários comecem aos poucos até conseguirem manter uma rotina de exercícios físicos.
(Kaleu Nery) "A caminhada ela já é um excelente começo.O corpo ele responde à regularidade, aquele movimento ali contínuo. O primeiro passo é começar pequeno, aos poucos. 10 minutos minutos por dia que seja, já fazem diferença. Porque no fim, existe uma regra muito simples. O músculo, ele protege a tua articulação e o movimento, ele te protege aí para um futuro melhor. É importante lembrar que o sedentarismo, ele não dói no começo, mas ele vai te cobrar depois".
A obesidade pode causar aumento da pressão arterial, alterações na glicose, dores articulares, dificuldade respiratória e distúrbios do sono, como a apneia. A longo prazo, está associada a doenças como diabetes tipo 2, infarto, AVC, doença hepática gordurosa, alguns tipos de câncer, além de reduzir a expectativa de vida e afetar a saúde mental. Segundo a endocrinologista Camila Ribeiro, mudar hábitos do dia a dia é fundamental para evitar complicações com o excesso de peso:
(Camila Ribeiro) "A mudança de estilo de vida reduz o risco de progressão e de novas complicações. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para melhores resultados".
A endocrinologista reforça ainda que o uso de medicamentos inibidores de apetite só devem ser utilizados com acompanhamento médico para minimizar os riscos à saúde:
(Camila Ribeiro) "Então, o uso sem orientação pode trazer riscos e não substitui mudanças no estilo de vida. Esses medicamentos, devem ser parte de um plano terapêutico estruturado com uma avaliação individualizada".
O projeto já tem voto favorável do relator, senador Flávio Arns, do PSB do Paraná. Se aprovada na Comissão de Assuntos Sociais, a proposta será analisada por outra comissão do Senado, a de Assuntos Econômicos. Sob a supervisão de Maurício de Santi, da Rádio Senado, Isabel Cristina.

