Comissão aprova embaixadores e plano de trabalho para acompanhar tratado Mercosul-UE — Rádio Senado
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Comissão aprova embaixadores e plano de trabalho para acompanhar tratado Mercosul-UE

Quatro novos embaixadores tiveram suas indicações aprovadas pela Comissão de Relações Exteriores para representar o país no exterior e agora aguardam a confirmação do Plenário. A comissão aprovou, ainda, o plano de trabalho do grupo criado para acompanhar os desdobramentos do Acordo Mercosul-União Europeia.

25/02/2026, 20h31 - atualizado em 25/02/2026, 20h34
Duração de áudio: 02:27
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Transcrição
Quatro novos embaixadores tiveram os nomes aprovados para representar o país no exterior. Durante a sabatina na Comissão de Relações Exteriores, presidida pelo senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, eles apresentaram seus planos de trabalho e falaram dos desafios das missões que deverão assumir. O indicado para a Coreia do Norte, Ricardo Primo Portugal, destacou o trabalho de retomada do relacionamento bilateral, já que o país asiático viveu cerca de dez anos de afastamento agravado pela pandemia de Covid-19 e por sanções internacionais ligadas ao seu programa nuclear. O Brasil está entre os primeiros e poucos países já autorizados pelo governo local a voltar e reassumir o funcionamento da nossa embaixada. Cabe-nos apoiar o diálogo diplomático, procurando manter e sustentar os vínculos da comunidade internacional com a Coreia do Norte, contribuindo para mitigar seu isolamento. O senador Esperidião Amin, do PP de Santa Catarina, reforçou a complexidade da missão. É uma fronteira difícil para o Brasil, né? Não é a nossa visão prioritária, mas ela faz parte, afinal, de um país que as vicissitudes de uma guerra relativamente recente dividiu e essa divisão prossegue. Já os futuros embaixadores na Oceania focaram no potencial de ampliação comercial. Indicado para chefiar a representação brasileira na Austrália, Alexandre Peña Ghisleni, lembrou que o país responde hoje por apenas 0,3% do comércio exterior brasileiro e defendeu uma união estratégica. Uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras nos permitiria uma maior participação no comércio de produtos chaves para nova geração tecnológica e para a transição energética. A parceria na exploração de hidrogênio e de baixo carbono igualmente nos daria maior peso na transição energética.   O embaixador no Quênia atuará, cumulativamente, em Uganda, no Burundi e na Somália. O responsável pela Nova Zelândia, será, também, encarregado da Samoa, de Tonga, de Kiribati e de Tuvalu. E o chefe da embaixada na Asutrália, será também da Papua Nova Guiné, das Ilhas Salomão, de Fiji, de Nauru e Vanuatu. A comissão aprovou, ainda, o Plano de Trabalho do grupo criado para acompanhar os desdobramentos do Acordo Mercosul-União Europeia. Segundo o documento, o grupo deverá focar nos aspectos jurídicos e comerciais, na questão ambiental e na área econômica. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

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