Senado quer explicações de ministros sobre repasses ao Carnaval do Rio
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle do Senado deve votar nesta quarta-feira requerimentos do senador Dr. Hiran (PP-RR) para convocar ministros e convidar o presidente da Embratur a prestarem esclarecimentos sobre repasses de R$ 12 milhões às escolas de samba do Rio de Janeiro neste ano. Ele questiona o interesse público do financiamento e os critérios adotados na destinação dos recursos. Estão na pauta os requerimentos (REQ 4/2026), (REQ 5/2026), (REQ 6/2026), (REQ 7/2026) e (REQ 8/2026).

Transcrição
A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle do Senado vai analisar requerimentos para convocar ministros a prestarem esclarecimentos sobre repasses de verbas públicas ao Carnaval do Rio de Janeiro.
Autor dos pedidos, o senador Dr. Hiran, do Progressistas de Roraima, quer explicações sobre o interesse público do financiamento ao citar que neste ano as 12 escolas de samba do grupo especial receberam R$ 12 milhões da Embratur.
Ele afirma que o papel do Senado é fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.
(senador Dr. Hiran) “O nosso papel é fiscalizar e proteger o dinheiro de cada brasileiro. Eu não sou contra a cultura, eu sou contra o uso de dinheiro do povo para fazer propaganda política. O Brasil precisa de respeito, transparência e responsabilidade.”
O senador quer explicações dos ministros do Turismo, Gustavo Feliciano; da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da Cultura, Margareth Menezes, além do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, para detalhar os critérios técnicos adotados e os mecanismos de fiscalização dos repasses.
A iniciativa ocorre após polêmica envolvendo uma das escolas contempladas, a Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida um samba-enredo em homenagem ao presidente Lula. Parlamentares de oposição apontaram possível promoção pessoal com uso de recursos públicos.
Dr. Hiran reforçou que não questiona o apoio à cultura, mas a destinação dos recursos.
(senador Dr. Hiran) “A cultura do nosso país é linda e nos enche de orgulho, mas não pode virar ferramenta política paga com dinheiro público que deveria atender e dar incentivo aos nossos artistas e promover realmente o carnaval e não a imagem de um único político e pior, pré-candidato à presidência da República. Isso é absolutamente grave, inaceitável. Dinheiro público não é para promover ninguém, é para cuidar do povo.”
O Tribunal Superior Eleitoral havia negado pedidos para suspender o desfile, mas informou que vai acompanhar possíveis ilícitos eleitorais.
O Tribunal de Contas da União também rejeitou a solicitação para interromper os repasses para a Acadêmicos de Niterói, que acabou rebaixada do grupo especial.
Com supervisão de Hérica Christian, da Rádio Senado, Henrique Nascimento.

