Representante da Meta explica como a empresa combate crimes no ambiente digital — Rádio Senado
CPMI do Crime Organizado

Representante da Meta explica como a empresa combate crimes no ambiente digital

A CPI do Crime Organizado ouviu a representante da Meta, dona das plataformas sociais Facebook, Instagram e Whatsapp. Yana Alves afirmou que a empresa não possui dados específicos de crimes cometidos com uso das plataformas da empresa no Brasil, apenas globais. Relator, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) questionou a falta de métricas sobre o Brasil, segundo ele, um dos quatro mercados mais importantes da empresa. Ele quer convocar o diretor-geral da Meta no Brasil.

24/02/2026, 14h29 - atualizado em 24/02/2026, 14h39
Duração de áudio: 02:30
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
A representante da Meta, Yana Alves, explicou à CPI do Crime Organizado que comportamentos golpistas e fraudulentos no ambiente digital desencorajam investimentos em anúncios e assegurou que não há interesse da empresa em abrigar esse tipo de conduta. O relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, quis saber como a Meta, que é dona do WhatsApp, Facebook e Instagram, verifica a autenticidade de anunciantes e usuários. Yana Alves disse que a Meta proíbe publicações que tragam risco à segurança, incitem a violência ou incentivem práticas criminosas. Segundo ela, esses conteúdos são removidos antes mesmo de denúncias. Mas destacou que é fundamental que os usuários reportem fraudes à Meta; porque esses golpes, segundo ela, são consumados fora das plataformas da empresa. (Yana Alves) " Nós precisamos desse feedback do que acontece fora das nossas plataformas". A representante da Meta disse que 12 milhões de contas e 134 milhões de anúncios fraudulentos foram removidos no ano passado. E apontou uma queda de 50% nas denúncias de usuários sobre esses conteúdos no último ano. Segundo Yana Alves, porém, faltam dados específicos sobre o Brasil. (Yana Alves) "Quando nós dizemos que temos essa prioridade de combater golpes e crimes online, esse esforço tem que ser transnacional. Nós estamos lidando com organizações criminosas extremamente sofisticadas, extremamente capitalizadas, muitas vezes localizadas em outros territórios." Alessandro Vieira questionou a falta de dados. (senador Alessandro Vieira) "Uma empresa desse tamanho, com tanto recurso e que tem entre as suas múltiplas qualidades a segmentação da atuação, tem que conhecer os seus mercados. Eu imagino que o Brasil seja um dos três ou quatro maiores mercados da empresa, globalmente, em número de usuários. E você não saber a quantidade de contas; porque essa seria uma das perguntas, quais são as métricas para o Brasil ?" Diante da falta de informações sobre o Brasil, o relator da CPI do Crime Organizado vai convocar o diretor-geral da empresa. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarado, do PT do Espírito Santo, disse que a responsabilidade da Meta pelos danos dos crimes cometidos com o uso de suas plataformas é objetiva e não depende de denúncias. Da Rádio Senado, Cesar Mendes.

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