Senadores pedem garantias para os produtores brasileiros no acordo Mercosul-União Europeia
O presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), disse que o Congresso precisa amadurecer o debate sobre o acordo de livre-comércio Mercosul-União Europeia. O senador manifestou preocupação quanto às medidas protecionistas introduzidas no texto pelos europeus e que podem prejudicar os produtores rurais brasileiros.

Transcrição
O presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, disse que o Congresso precisa amadurecer o debate sobre o acordo de livre-comércio Mercosul-União Europeia. O tratado foi apontado como uma das prioridades da agenda legislativa para o ano de 2026.
O senador manifestou especial preocupação quanto às medidas introduzidas no texto por pressão dos setores agrícolas europeus e que podem prejudicar os produtores rurais brasileiros.
(senador Zequinha Marinho) "É legítimo afirmar que o Congresso ainda não está maduro para votar esse texto imediatamente. Não se trata de rejeitar o acordo, mas de corrigir distorções que colocam o Brasil em posição desfavorável em relação aos seus parceiros comerciais".
O senador Luis Carlos Heinze, do PP do Rio Grande do Sul, citou o exemplo dos produtores de uva do Sul do Brasil, que, segundo ele, não teriam condições de competir com os europeus.
(senador Luis Carlos Heinze) "O alto custo da uva brasileira, a alta carga tributária dos impostos do vinho brasileiro, da champanhe e dos sucos que nós temos aqui, jamais seremos competitivos com o que tem hoje na União Europeia. Portanto, aniquila um setor altamente produtivo no Brasil. Mais de 30 mil famílias que plantam uva, 2, 3, 4 hectares, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e alguns outros estados da Federação".
O tratado comercial Mercosul-União Europeia, assinado em janeiro, cria uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo. A Comissão de Relações Exteriores criou um grupo de trabalho para analisar as implicações do acordo, que precisa da aprovação do Congresso Nacional para ser ratificado.
Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

