Exposição ao sol sem proteção aumenta casos de câncer de pele no país — Rádio Senado
Saúde

Exposição ao sol sem proteção aumenta casos de câncer de pele no país

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais comum no Brasil e representa cerca de 30% dos tumores malignos registrados no país. Especialistas explicam que, quando o tumor é descoberto no início, o tratamento é eficaz, e as chances de cura são muito elevadas. A principal causa da doença é a exposição ao sol sem proteção, embora fatores genéticos também tenham influência. A dermatologista Bárbara Uzel alerta para os sinais de risco, como pintas que mudam de cor, tamanho ou formato e feridas que não cicatrizam. Para se proteger, é preciso usar protetor solar diariamente e roupas que bloqueiam os raios UV.

03/02/2026, 07h30 - atualizado em 03/02/2026, 08h41
Duração de áudio: 02:44
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Transcrição
O câncer de pele não melanoma representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o INCA.   A estimativa aponta cerca de 220 mil novos casos por ano. A boa notícia é que, se o tumor é descoberto a tempo, o tratamento é eficaz, e a chance de cura é muito alta.   Especialistas alertam que a principal causa da doença é a exposição ao sol sem proteção, mas fatores genéticos também influenciam, especialmente em pessoas de pele clara ou com histórico familiar. Renato Gabriel, policial aposentado, já enfrentou o câncer de pele duas vezes e conta como descobriu a doença. “Apareceu um machucadozinho aqui abaixo do olho, no olho esquerdo, pequenininho. Eu passava um pomada, sarava, depois voltava. Sarava e voltava. E ela e meu filho sempre insistindo para eu ir ao médico. Quando eu entrei no consultório do dermatologista, ele apontou para o meu rosto e disse: ‘isso é um câncer’.”  O câncer de pele é um crescimento anormal das células que compõem a pele e se divide em três tipos principais.  Segundo a dermatologista Bárbara Uzel, o carcinoma basocelular é o mais frequente e menos agressivo; o espinocelular é intermediário, mas pode gerar complicações se não tratado; e o melanoma, embora mais raro, é o mais perigoso.    Os sinais de alerta incluem pintas que mudam de cor, tamanho ou formato, feridas que não cicatrizam, nódulos ou crostas que crescem lentamente, como explica a médica:  “Os sinais e sintomas mais comuns são pintas que aparecem de forma súbita e como se fossem feridas que duram mais de 30 dias sem desaparecer ou pintas que já existiam, mas que mudam de aspecto." O câncer de pele tem boas chances de cura quando descoberto e tratado no início. A prevenção é simples, mas deve ser constante: o protetor solar deve ser usado diariamente, mesmo em dias nublados. Chapéus, óculos escuros e roupas com proteção contra os raios ultravioleta completam a proteção. Também é necessário observar regularmente a própria pele e buscar avaliação médica ao identificar qualquer mancha ou sinal suspeito. Com supervisão de Adriano Faria, da Rádio Senado, Bianca Pereira.

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