Relatório da IFI de janeiro prevê ano sem grandes mudanças na gestão fiscal — Rádio Senado
Economia

Relatório da IFI de janeiro prevê ano sem grandes mudanças na gestão fiscal

O ano de 2026 não deve ser de enfrentamento de desafios crônicos na gestão fiscal. É o que aponta o Relatório de Acompanhamento Fiscal de janeiro apresentado pela IFI, instituição ligada ao Senado Federal. 

29/01/2026, 19h27 - atualizado em 29/01/2026, 19h57
Duração de áudio: 02:15
gustavomellossa/freepik.com

Transcrição
Apesar de enfrentar problemas crônicos como o aumento constante da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto e investimentos abaixo do necessário, 2026 não deve ser um ano de enfrentamento desses desafios. É o que aponta o Relatório de Acompanhamento Fiscal de janeiro apresentado pela IFI, instituição ligada ao Senado Federal.  O documento conclui que, por ser ano de eleições, medidas impopulares, sobretudo as que envolvam cortes de gastos, devem ser adiadas. Assim, o governo deve seguir a estratégia observada nos anos anteriores para um cumprimento meramente formal das metas fiscais. Fazendo um paralelo com o futebol já que é ano de Copa do Mundo, o relatório afirmou que o país será defensivo: jogará para empatar. Alexandre Andrade, diretor da instituição explicou a comparação.  O governo tem cumprido as metas fiscais, mas com a utilização de alguns elementos que não necessariamente refletem esforço fiscal: deduções ou abatimentos de despesas da meta de resultado primário e recolhimentos de receitas extraordinárias. Essa metáfora serve mais para sinalizar que no ano eleitoral eh dificilmente ocorrerão eh movimentos ou ações que corrijam essa dinâmica. Em 2026, tudo indica que a gente vai observar um pouco mais do mesmo. Esse mais do mesmo se reflete nos números de 2025. Oficialmente, o governo cumpriu a meta fiscal com um déficit de 9,5 bilhões de reais, dentro do limite de tolerância. Mas para chegar a esse número, contou com receitas não recorrentes, como dividendos de estatais, e descontos legais, ou seja exceções à regra. Sem essa ajuda, o déficit real foi de quase 62 bilhões. Alexandre também explicou como se dão estas exceções: Quando a regra fiscal começa a impor muitos constrangimentos, vamos mudar a regra ou então vamos tirar despesas do limite do teto. Em última instância o que importa é a trajetória  da dívida pública. E a dívida tem crescido nos últimos 3 anos. Hoje a dívida pública equivale a 79% por cento do PIB e a expectativa é de agravamento da situação. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

Ao vivo
00:0000:00