CDH pode analisar este ano projeto que garante vacinação contra herpes-zóster
O Ministério da Saúde anunciou a decisão de não incorporar no calendário obrigatório do SUS a vacinação contra o herpes-zóster para quem tem mais de 80 anos e pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais. segundo a pasta, o custo da imunização ficaria em torno do r$ 5,2 bilhões em cinco anos. A Comissão de Direitos Humanos do Senado pode analisar este ano um projeto que garante essa vacinação (PL 4426/2025).

Transcrição
O Ministério da Saúde anunciou a decisão de não incorporar no calendário do Sistema Único de Saúde a vacinação para a prevenção do herpes-zóster para pessoas com mais de 80 anos e pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais.
Segundo estimativas da pasta, o custo da imunização pela vacina ficaria em torno do R$ 5,2 bilhões em cinco anos, cifra considerada elevada pelo governo.
O Senado pode analisar este ano o projeto da senadora Doutora Eudócia, do PL de Alagoas, que garante a vacinação para pessoas com mais de 60 anos. A proposta já tem relatório favorável da senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, que alterou o texto original, para disponilizar a vacina no calendário nacional de imunização do SUS para pessoas com mais de 50 anos ou para aquelas com mais de 18 anos que apresentarem algum comprometimento do sistema imunológico.
O relatório já está pronto para entrar na pauta da Comissão de Direitos Humanos. Para Mara Gabrilli, a justificativa apresentada pelo governo não se sustenta e mostra que o Executivo falha ao não estar atento aos anseios da população.
A doença traz sérias complicações, custos com tratamentos, inclusive ao governo. Além disso, a disponibilidade da vacina em laboratórios privados não atende a quem mais precisa, já que em sua grande maioria são dependentes de aposentadoria ou benefícios previdenciários como principal fonte de renda. Ou seja, trabalhar pela prevenção é muito mais barato e garante maior qualidade de vida para as pessoas.
O herpes-zóster é causado pelo mesmo vírus da catapora, que, depois de ficar inativo no organismo, pode voltar a agir, especialmente em pessoas idosas. Os sintomas iniciais são coceira, queimação, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois surgem manchas vermelhas, bolhas e crostas. Segundo infomações do Ministério da Saúde, a pessoa atingida melhora sozinha, sem tratamento. Mas em alguns casos pode haver complicações, com alterações na pele, olhos, ouvidos e sistema nervoso.

