Congresso vai analisar veto a projeto que padronizava idade de ingresso na PM e Bombeiros — Rádio Senado
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Congresso vai analisar veto a projeto que padronizava idade de ingresso na PM e Bombeiros

O presidente Lula vetou integralmente o projeto que padronizava em todo o país a idade limite em concursos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (VET 1/2026). Pelo texto, a idade limite do candidato, na data de publicação do edital, seria de 35 anos ou de 40 anos, para os cargos de oficiais médicos, das áreas de saúde ou de outras especializações. Agora caberá ao Congresso Nacional decidir se mantém ou não o veto.

08/01/2026, 13h17
Duração de áudio: 01:48
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil - Imagem Ilustrativa

Transcrição
O presidente Lula vetou integralmente o projeto que fixava idade máxima nos concursos de ingresso na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar dos estados e do Distrito Federal. O objetivo do texto vetado era padronizar em todo o país a regra, considerando que a idade limite de 35 anos ou de 40 anos para cargos de oficiais médicos, de saúde ou de outras especializações seria a que o candidato tivesse na data da publicação do edital e não mais na data de ingresso na corporação. O Executivo alegou, na mensagem de veto, que a proposta é inconstitucional por "afrontar a autonomia federativa" e contrária ao interesse público por "ameaçar a capacidade de gestão estadual de efetivos". Relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, o senador Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, criticou o veto do presidente Lula. Para ele, a decisão foi política e não baseada nos fatos. O senador explicou que os estados demoram a chamar os candidatos aprovados para o curso de formação. Por causa disso, muitos ficam impedidos de participar, por terem ultrapassado a idade limite na data da convocação.   (senador Jorge Seif) "Lamentamos muito. Foi uma decisão infeliz. No entanto, vamos trabalhar dentro do Senado e da Câmara para, quando tiver a próxima sessão congressual, nós derrubarmos o veto do presidente, para que essa lei que vai beneficiar concurseiros da polícia militar e bombeiros de todo o Brasil, vai beneficiar e vai, inclusive, economizar recursos públicos e valorizar aqueles que passaram em concursos públicos". Pela regra constitucional, um veto presidencial só é derrubado com os votos de ao menos 257 deputados federais e 41 senadores contrários à decisão do Executivo. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

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