Gestão de unidades penais pode ter maior participação da iniciativa privada
A Comissão de Segurança Pública aprovou o projeto de lei (PL 4962/2025) para permitir o aumento da participação da iniciativa privada na gestão de unidades penais. O relator, senador Márcio Bittar (PL-AC), destacou que iniciativa não substitui o poder de polícia propriamente dito, apenas abre novos serviços para a terceirização. A proposta seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça.

Transcrição
Aprovado pela Comissão de Segurança Pública, o projeto que amplia as possibilidades de parcerias de estabelecimentos penais com a iniciativa privada é resultado de CPI da Câmara dos Deputados que analisou o sistema carcerário do País.
Hoje, a Lei de Execução Penal prevê a possibilidade de privatização dos serviços de conservação, limpeza, informática, copeiragem, recepção, telecomunicações, lavanderia e manutenção de prédios, instalações e equipamentos internos e externos, assim como atividades voltadas para o trabalho do preso.
O relator, senador Márcio Bittar, do PL do Acre, destacou que a proposta não substitui o poder de polícia propriamente dito, apenas abre novos serviços para a terceirização.
(senador Márcio Bittar) "Podemos elencar argumentos favoráveis para privatização de serviços prisionais: redução de custos; melhoria na infraestrutura dos presídios; não aplicação de restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal na contratação de pessoal terceirizado; melhoria na qualidade de atendimento ao preso (ressocialização); possibilidades de inovação em métodos de gestão prisional; menores custos de transação na contratação de serviços".
O projeto, que vai à Comissão de Constituição e Justiça, inclui os serviços de assistência material, jurídica, educacional, social, religiosa e à saúde; apoio na movimentação interna dos presos; e apoio nos serviços de monitoramento e de rastreamento por dispositivo eletrônico entre os passíveis de contratação com empresas privadas. Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.

