Flavio Arns pede suspensão de decreto sobre educação de pessoa com deficiência
O senador Flávio Arns (PSB-PR) pediu a derrubada do decreto do governo federal que cria a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. Segundo ele, a norma desrespeita o direito das famílias de escolher o modelo de ensino mais adequado a pessoas com deficiência e representa perseguição a entidades como Apaes e Pestalozzis. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que o governo está aberto para discutir o tema.

Transcrição
SENADOR CRITICOU O DECRETO DO GOVERNO FEDERAL QUE CRIA A NOVA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA.
O PARLAMENTAR ALERTA QUE A MEDIDA DESRESPEITA O DIREITO DAS FAMÍLIAS DE ESCOLHER O TIPO DE ENSINO MAIS ADEQUADO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. REPÓRTER HENRIQUE NASCIMENTO.
O senador Flávio Arns, do PSB do Paraná, pediu a suspensão do decreto do governo federal que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva.
Para ele, o texto representa uma forma de perseguição às Apaes, às Pestalozzis e a outras instituições que atendem pessoas com deficiência, incluindo autistas e pessoas com deficiências múltiplas.
Arns apresentou um projeto de decreto legislativo para derrubar o decreto sob o argumento de que o governo desconsiderou a diversidade das pessoas com deficiência e impôs a inclusão obrigatória em classes comuns, sem considerar os casos em que o atendimento especializado é indispensável.
(senador Flávio Arns) “Todos nós fomos surpreendidos com a publicação do Decreto 12.686 do Governo Federal, numa clara demonstração do governo de perseguição das APAEs, das Pestalozzis, das escolas que atendem pessoas autistas, paralisados cerebrais e deficiências múltiplas".
O Ministério da Educação negou que o decreto prejudique o funcionamento de instituições especializadas.
Segundo a representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, o objetivo da nova política é fortalecer a rede pública de ensino e ampliar o acesso de pessoas com deficiência a diferentes formas de aprendizagem.
(Zara Figueiredo) "Tanto o Fundeb quanto o PDDE estão em lei. Um decreto não pode mudar a lei. Então, está garantido o mesmo aporte de recurso que essas instituições sempre tiveram. Tanto as escolas exclusivas, vão continuar funcionando da mesma forma. Não é verdade que elas vão poder ofertar só AEE (Atendimento Educacional Especializado). O decreto não toca nisso. Ele não incide sobre APAEs, Pestalozzis ou entidades desse gênero."
O senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, afirmou que o governo está disposto a dialogar sobre o tema e a avaliar os impactos do decreto.
Com supervisão de Hérica Christian, da Rádio Senado, Henrique Nascimento.

