Morta em 2019, Larissa Bortoni agora dá nome à Redação da Rádio Senado — Rádio Senado
Homenagem

Morta em 2019, Larissa Bortoni agora dá nome à Redação da Rádio Senado

A redação da Rádio Senado tem agora oficialmente o nome de “Redação Repórter Larissa Bortoni”. Larissa, que faleceu em março de 2019, trabalhou por 20 anos na emissora e fez diversas reportagens premiadas que, principalmente, mostravam histórias de pessoas que vivem à margem da sociedade.

27/05/2022, 17h50 - ATUALIZADO EM 27/05/2022, 17h54
Duração de áudio: 03:51
Roque de Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: REDAÇÃO DA RÁDIO SENADO PASSA A SE CHAMAR OFICIALMENTE “REDAÇÃO REPÓRTER LARISSA BORTONI”. LOC: LARISSA, QUE TRABALHOU NA RÁDIO SENADO DESDE 1998, FALECEU EM MARÇO DE 2019. ELA FEZ REPORTAGENS PREMIADAS MOSTRANDO HISTÓRIAS DE PESSOAS QUE VIVEM À MARGEM DA SOCIEDADE. REPÓRTER RODRIGO RESENDE. (Larissa): Quando eu resolvi fazer jornalismo, muito tempo atrás lá na UNB, uma das coisas que mais me fascinavam na nessa profissão era o fato de acompanhar a história de perto. Você viver a história. Você está no lugar onde as coisas estão acontecendo. E quantas foram as histórias acompanhadas de perto, não é Larissa Bortoni? E não só as histórias oficiais, os grandes projetos aprovados no Senado, as posses de presidentes, as CPIs, mas também as centenas histórias de gente simples que muitas vezes tiveram voz através de seu gravador, das suas perguntas e de seu texto. A repórter Larissa Bortoni soube que ingressaria na Rádio Senado durante uma viagem, semanas depois de fazer o concurso público que dava direito à vaga. Segundo a mãe de Larissa, Stella Maris Bortoni, só acreditou que iria para o Senado depois de, como uma boa repórter, apurar tudo direitinho. E ao chegar aqui ela veio então constatar ter certeza disso do concurso e tal, aí ela me ligou e falou “Oh mãe é mesmo”! “Eu passei na Rádio Senado!” Mas como ressalta o irmão de Larissa, Clécio Bortoni, a jornalista não restringiu seu trabalho ao salão azul do Senado Federal. Queria contar a história das pessoas e como o legislativo poderia de alguma forma melhorar a vida delas. (Clécio): Acreditava demais que o povo deve saber dos horrores que representam a violência contra a mulher. E ganhou um prêmio por isso. Da vida desgraçada que levam as pessoas que sofrem por transtornos mentais e ganhou outro prêmio por isso também. (Rodrigo): Larissa trabalhou por 20 anos na Rádio Senado, até seu falecimento em março de 2019. Para os colegas da emissora, ficou a marca de uma servidora pública aguerrida, que lutava pela comunicação pública. É o que ressalta o jornalista Adriano Faria. (Adriano) Quantos seminários, né? A SECOM é uma experiência pioneira. Uma coisa assim comunicação legislativa, engatinhando qual rumo dar pra uma comunicação legislativa? O tratamento para o ouvinte, para o leitor, para o telespectador. E Larissa estava sempre participando. Ela não faltou a um debate, tem um debate, estou dentro. A Rádio Senado virou parte fundamental da vida de Larissa, como conta o diretor da emissora, Celso Cavalcanti. (Celso): A Larissa ela fazia da Rádio Senado uma extensão da casa dela, da família dela, ela tratava isso aqui muito como a família. Ela chegava aqui, fazia, acontecia. Érica Ceolin, diretora da Secretaria de Comunicação do Senado, considera justa a homenagem de dar a redação da Rádio Senado o nome de Larissa Bortoni. É uma honra ver o nome da Larissa eternizado na parede da rádio senado onde ela trabalhou por mais tempo nos vinte anos que esteve conosco na SECOM. A ideia veio dos colegas da Rádio e foi apresentada no Senado pela senadora Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul e relatada pelo senador Carlos Viana, do PL de Minas Gerais. Ilana Trombka, diretora-geral do Senado afirma que essa será mais uma forma de Larissa estar sempre presente nesse lugar que ela tanto amava. Talvez, e é o que eu acredito, nós passamos sim por essa vida. Mas nós ficamos nela também a medida em que a gente permanece no que a gente criou, no que a gente significou. As histórias que Larissa Bortoni presenciou e contou estão disponíveis no site da Rádio Senado. São reportagens, especiais e tantos outros materiais que mostram o quão importante ela foi para a comunicação pública. Agora resta a nós, colegas da Rádio Senado e aos futuros comunicadores públicos prosseguir com seu legado. Da Rádio Senado, Rodrigo Resende.

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