Alessandro Vieira pede ao TCU investigação sobre R$ 1,8 bi em compras de alimentos pelo governo federal — Rádio Senado
Gastos do governo

Alessandro Vieira pede ao TCU investigação sobre R$ 1,8 bi em compras de alimentos pelo governo federal

O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá investigar as compras de R$ 1,8 bilhão em alimentos feitas pelo governo federal em 2020 – um aumento de 20% em relação a 2019. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), e os e os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) protocolaram, nessa terça-feira (26), representação no TCU contra Presidência da República. Só em leite condensado os cofres públicos pagaram R$ 15,6 milhões; em pizzas e refrigerantes R$ 32,7 milhões; em goma de mascar, R$ 2,2 milhões; com molhos shoyo, inglês e de pimenta, mais de 14 milhões; e em vinhos R$ 2,5 milhões. Para o senador Alessandro, em meio a uma grave crise sanitária e econômica, esses gastos são preocupantes e precisam ser apurados. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou nas redes sociais que também pediu auditoria do TCU. Para ele, quando cidades precisam de oxigênio e não se tem vacinas para todos os brasileiros, esses gastos parecem “excessivos e injustificáveis”. Reportagem, Iara Farias Borges.

27/01/2021, 12h46 - ATUALIZADO EM 27/01/2021, 13h20
Duração de áudio: 02:33
Foto: Pedro França/Agência Senado

Transcrição
LOC: O TCU, TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, DEVERÁ INVESTIGAR AS COMPRAS DE ALIMENTOS FEITAS PELO GOVERNO FEDERAL, QUE CHEGARAM A UM BILHÃO E 800 MILHÕES DE REAIS EM 2020. LOC: SENADORES E DEPUTADOS PEDIRAM, NESTA TERÇA-FEIRA, QUE O TRIBUNAL APURE ESSES GASTOS. REPORTAGEM DE IARA FARIAS BORGES (Repórter) De iniciativa do senador Alessandro Vieira, do Cidadania sergipano, e dos deputados Tabata Amaral, do PDT de São Paulo, e Felipe Rigoni, do PSB do Espírito Santo, a representação contra o Executivo foi protocolada em razão de notícias veiculadas na imprensa que apontaram um aumento nos gastos da administração pública federal com alimentação. Em 2020, os órgãos do governo compraram mais de um bilhão e oitocentos milhões de reais em alimentos, um aumento de 20%, em comparação a 2019. Só em leite condensado os cofres públicos pagaram mais de 15 milhões e meio de reais; pizzas e refrigerantes mais de 32 milhões e meio; com molhos shoyo, inglês e de pimenta, as compras somam mais de 14 milhões; e em goma de mascar, mais de dois milhões de reais. Os parlamentares informaram que a maior parte dos gastos foi feita pelo Ministério da Defesa: 632 milhões, dos quais, mais de dois milhões e meio foram gastos com vinhos. Para o senador Alessandro Vieira, em meio à crise sanitária e econômica por que passa o país, os gastos são preocupantes e precisam ser apurados. (Alessandro Vieira) “No momento em que você enfrenta uma grave crise econômica, ter aumento nas despesas com alimentação na ordem de 20% e com a inclusão de itens que, claramente, não são essenciais, chama a atenção e merece uma apuração rigorosa. Então, o que pedimos para o Tribunal de Contas da União é que faça essa apuração de forma rápida, transparente e permita, para a sociedade, fazer as correções necessárias. É momento de exigir cada vez mais respeito aos recursos públicos”. (Repórter) Ao anunciar nas redes sociais que também pediu auditoria do Tribunal de Contas da União, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade do Amapá, disse que quando o país enfrenta uma pandemia, muitas cidades precisam de oxigênio e não se tem vacina para todos os brasileiros, esses gastos parecem “excessivos e injustificáveis”. Disse ainda que com o valor gasto em alimentos daria para construir 180 hospitais de campanha para enfrentar a pandemia, ou pagar auxílio emergencial para três milhões de famílias. Os parlamentares pedem ao TCU que verifique a legalidade, legitimidade e economicidade das compras e aplique as sanções cabíveis.

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