Infectologista esclarece principais dúvidas sobre a CoronaVac — Rádio Senado
Vacinação

Infectologista esclarece principais dúvidas sobre a CoronaVac

O infectologista Julival Ribeiro conversou com a repórter Marcella Cunha, da Rádio Senado, para esclarecer as principais dúvidas sobre o início da vacinação no Brasil. Ele reforçou a necessidade do uso de máscara e do isolamento social mesmo após a imunização. A CoronaVac será aplicada em duas doses, de forma gratuita, inicialmente em profissionais de saúde, indígenas e idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência.

19/01/2021, 19h18 - ATUALIZADO EM 19/01/2021, 19h18
Duração de áudio: 03:30
Foto: Divulgação

Transcrição
LOC: COM O INÍCIO DA VACINAÇÃO NO BRASIL, SURGEM ALGUMAS DÚVIDAS: QUEM TEM PRIORIDADE? A VACINA É DE GRAÇA? JÁ TIVE COVID, POSSO TOMAR? LOC: A REPÓRTER MARCELLA CUNHA CONVERSOU COM O INFECTOLOGISTA JULIVAL RIBEIRO PARA ESCLARECER OS PRINCIPAIS QUESTIONAMENTOS SOBRE A CORONAVAC. ACOMPANHE: (Repórter) O primeiro lote da CoronaVac vai imunizar 34% dos profissionais de saúde de todo o país, 431 mil indígenas, 156 mil idosos e 6 mil pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência. Com o início da vacinação, surgem algumas dúvidas. Quem já teve covid-19 poderá se vacinar? O médico infectologista Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e Doutor em Doenças Tropicais, explica que sim, quatro semanas após o primeiro teste positivo. (Julival Ribeiro) Depois que você acabar todos os sintomas, entendeu. Porque é importante quem já teve a covid se vacinar? Não tem estudos por quanto tempo a pessoa que teve covid vai ficar com esses anticorpos protetores. Da mesma maneira que a pessoa que vai se vacinar também nós não sabemos ainda por quanto tempo vai manter essa proteção. Daí que é fundamental manter aqueles medidas preventivas essenciais: evitar aglomerações, usar máscara, fazer higienização das mãos e manter o distanciamento social. (Repórter) Outro questionamento comum é se existem contraindicações para tomar a vacina. Segundo o doutor Julival, apenas menores de 18 anos não devem se vacinar. Grávidas e lactantes devem consultar um médico para avaliar riscos e benefícios. (Julival Ribeiro) A maioria das pessoas com patologias pode tomar. Pacientes com HIV, pacientes imunossuprimidos, com asma, hipertensão, insuficiência renal crônica, pacientes diabéticos. Hoje a vacina não está indicada para crianças, adolescentes. Quem está gestante deve conversar com seu médico para avaliar riscos e benefícios, bem como quem está amamentando. Não há um consenso no mundo. (Repórter) A CoronaVac vai ser aplicada em duas doses, com um intervalo entre 14 e 28 dias. Segundo o infectologista, o reforço da vacina é fundamental para garantir a imunidade. (Julival Ribeiro) Se faz uma dose só você não tem a resposta necessária, os títulos de anticorpos necessários para responder se você vier a ser infectado. Quando a gente faz a dose de reforço, o organismo está com a memória ali dessa proteína que gerou esses anticorpos, o que significa isso, você tem maior resposta imunológica. (Repórter) Julival também alerta que, atualmente, a vacina é o único instrumento eficaz contra a doença e reforça que nenhum antiviral é capaz de tratar ou prevenir a covid-19. (Julival Ribeiro) A vacina nesse momento é a única arma que nós temos para deter a infecção pelo coronavírus. Não se iluda, não há tratamento antiviral nenhum no mundo até esse presente momento para prevenir nem para tratar a covid. A gente espera que isso ocorra ao longo do tempo porque nós não sabemos por enquanto tempo vai durar essa pandemia. (Repórter) Julival ressaltou que o uso de corticoides em pacientes entubados ou que fazem uso de oxigênio é o único tratamento com comprovação científica e é capaz de reduzir a mortalidade desses pacientes em até 30%. A aplicação da CoranaVac é gratuita.

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