Robson Oliveira, preso na Rússia, pode cumprir resto da pena no Brasil — Rádio Senado
Internacional

Robson Oliveira, preso na Rússia, pode cumprir resto da pena no Brasil

O caso Robson Oliveira, intermediado pela Comissão de Relações Exteriores em 2020, está mais próximo do fim. Nesta terça-feira (12), o Ministério Público da Rússia decidiu não recorrer da sentença contra o brasileiro, condenado por transportar um medicamento que é proibido naquele país. Com isso, ele poderá pedir a transferência para o Brasil, onde poderá cumprir o resto da pena. A reportagem é de Roberto Fragoso, da Rádio Senado.

14/01/2021, 19h06 - ATUALIZADO EM 14/01/2021, 19h07
Duração de áudio: 01:51
Foto: Reprodução

Transcrição
LOC: O MOTORISTA ROBSON OLIVEIRA, PRESO NA RÚSSIA DESDE 2019 POR TRANSPORTAR UM REMÉDIO QUE É PROIBIDO NAQUELE PAÍS, PODE SER REPATRIADO E CUMPRIR O RESTO DA PENA NO BRASIL. LOC: O CASO FOI UMA DAS ATUAÇÕES DA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES DO SENADO NA DEFESA DE BRASILEIROS EM OUTROS PAÍSES EM 2020. A REPORTAGEM É DE ROBERTO FRAGOSO. (Repórter) O motorista Robson Oliveira foi preso ao tentar entrar na Rússia em 2019, com vários pertences da família de seu empregador, o jogador de futebol Fernando, incluindo duas caixas do remédio Mytedom, destinado ao sogro do jogador. O medicamento que tem como princípio ativo o cloridrato de metadona, usado contra dores crônicas fortes, mas também na desintoxicação de dependentes químicos, é de uso controlado no Brasil, mas proibido na Rússia. Depois de várias negociações e diligências em 2020, incluindo uma carta do presidente Jair Bolsonaro e uma visita da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em dezembro o brasileiro recebeu a pena mínima – de três anos, mais da metade da qual já foi cumprida – e agora em 12 de janeiro o Ministério Público da Rússia decidiu não recorrer da sentença. Depois de ir à Rússia negociar a transferência de Robson para cumprir o restante da pena no Brasil, o presidente da comissão, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, explicou que isso só seria possível após o fim do processo, o que fica mais próximo com a decisão do ministério público. Trad apresentou um projeto para evitar que essa situação se repita. Antes do embarque para outros países os brasileiros devem ser informados sobre que substâncias são proibidas no País de destino. (Nelsinho Trad) Ele está sofrendo muito. Ele é inocente, é uma pessoa que quis fazer um favor, levar essa caixa para uma terceira pessoa. Ele não faz uso desse remédio, isso foi provado. Para você ter uma ideia, eu tomo remédio para colesterol, eu tomo remédio para início de diabete. E eu não levei os meus remédios com receio de lá não poder e dar algum problema para mim. Então, essa lacuna de desinformação precisa ser preenchida para o cidadão brasileiro de boa fé, que vai para outro país. (Repórter) O presidente da CRE também participou em 2020, como representante do Congresso, da missão humanitária que prestou socorro ao Líbano, levando medicamentos e alimentos, depois que uma explosão em Beirute deixou mais de 150 mortos e 3 mil feridos em agosto. Da Rádio Senado, Roberto Fragoso.

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