Alvaro Dias cobra mais fiscalização em premiações de loterias — Rádio Senado
Corrupção

Alvaro Dias cobra mais fiscalização em premiações de loterias

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) voltou a cobrar providências para evitar que as loterias federais possam ser utilizadas para lavar dinheiro. Ele é autor de projeto de lei (PLS 62/2007) que obriga a identificação dos ganhadores de premiações e o arquivo dos registros por cinco anos. A proposta já foi aprovada no Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados. A reportagem é de Bruno Lourenço, da Rádio Senado.

29/12/2020, 12h50 - ATUALIZADO EM 29/12/2020, 12h50
Duração de áudio: 01:17
Foto: Agência Brasil / Arquivo

Transcrição
LOC: O SENADOR ALVARO DIAS VOLTOU A COBRAR PROVIDÊNCIAS PARA EVITAR QUE AS LOTERIAS FEDERAIS POSSAM SER UTILIZADAS PARA LAVAR DINHEIRO. LOC: NESTA QUINTA-FEIRA ACONTECE A MEGA DA VIRADA, COM A PREVISÃO DE DISTRIBUIR MAIS DE 300 MILHÕES DE REAIS EM PREMIAÇÃO. REPÓRTER BRUNO LOURENÇO. TÉC: O senador Alvaro Dias lembrou que a CPI do Orçamento mostrou que as premiações em loterias foram usadas por deputados para justificar contas bancárias generosas. O senador do Podemos do Paraná conseguiu informações do órgão responsável pela monitoração de atividades suspeitas de lavagem de dinheiro, o Coaf, que podem indicar a continuidade do esquema. (Alvaro): Um cidadão só tinha ganho mais de 600 vezes na loteria. 600 vezes na loteria ganhou um cidadão. Vocês podem se lembrar, alguns certamente se lembram de um deputado João Alves, condenado na CPI do Orçamento. Denunciado e condenado. (Repórter): Alvaro Dias diz não acreditar em mais um sortudo, mas sim na existência da prática de crime. (Alvaro): Este superou o professor João Alves. Porque este ganhou mais de 600 vezes. Mas não foi sozinho. Outro ganhou mais de 250 vezes, outro cento e poucas vezes, em várias loterias no mesmo dia. (Repórter): O Senado já aprovou projeto de lei do senador Alvaro Dias que obriga a identificação dos ganhadores de loterias e o arquivo dos registros por cinco anos. A proposta aguarda votação na Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Bruno Lourenço. PLS 62/2007

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