Tragédia

Presidente da CI pede rigor na fiscalização de transporte irregular

Um acidente entre um ônibus e um caminhão, na quarta-feira (25), deixou pelo menos 41 mortos e 10 feridos. O ônibus pertencia à empresa de ônibus Star Turismo e Viagem. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, desde outubro de 2019 a empresa estava operando ilegalmente, sem autorização na agência. O presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Marcos Rogério (DEM-RO), disse que essa pauta precisa ser discutida. Os detalhes com o repórter Pedro Pincer.

27/11/2020, 18h29 - ATUALIZADO EM 27/11/2020, 18h29
Duração de áudio: 02:01
Foto: Foto: Corpo de Bombeiro / SP

Transcrição
LOC: PRESIDENTE DA CI PEDE RIGOR NA FISCALIZAÇÃO DE TRANSPORTE IRREGULAR LOC: ASSUNTO VOLTOU À TONA DEPOIS DE ACIDENTE QUE MATOU PELO MENOS 41 PESSOAS NO INTERIOR DE SÃO PAULO. REPÓRTER PEDRO PINCER: TÉC: Um acidente entre um ônibus e um caminhão, na quarta-feira, deixou pelo menos 41 mortos e 10 feridos. A tragédia ocorreu numa Rodovia entre Taguaí e Taquarituba, no interior de São Paulo. O ônibus e o caminhão bateram de frente. O ônibus pertencia à empresa Star Turismo e Viagem. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, desde outubro de 2019 a empresa estava operando ilegalmente, sem autorização da agência. Só este ano ela foi multada 3 vezes por transporte clandestino de passageiros. O presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Marcos Rogério, do Democratas de Rondônia, disse que apesar de aparentemente não haver relação direta entre o acidente e o fato de a empresa ser irregular, essa pauta precisa ser discutida. (Marcos Rogério) Uma coisa é certa: o Brasil não pode ficar refém do transporte pirata, do transporte sem a autorização ou a concessão do poder público. É preciso ter regulamentação e fiscalização nessa área. Isso significa mais segurança para o passageiro e mais segurança para a sociedade de modo geral. Foi sancionado em outubro de 2019 um projeto para aumentar as penas para quem pratica o transporte pirata. No caso da condução de van escolar sem a devida autorização, o motorista paga uma multa de quase R$ 1.500, além de ter o veículo removido e de ganhar 7 pontos na carteira, já que a infração deixou de ser grave para se tornar gravíssima. A mesma penalidade vale para o transporte pirata de passageiros em geral, como ressaltou o senador Antonio Anastasia, do PSD de Minas Gerais: (Antonio Anastasia) Estou dizendo daquele transporte chamado pirata, aquele que não está autorizado pelo Poder Público e naturalmente também torna-se uma infração gravíssima com a possibilidade de uma medida de apreensão provisória do veículo (REP): Os motoristas de aplicativos estão contemplados na lei que regulamenta o transporte remunerado privado individual de passageiros. Da Rádio Senado, Pedro Pincer

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