Brasil gastou R$ 615 bilhões com enfrentamento à covid-19 — Rádio Senado
Audiência pública

Brasil gastou R$ 615 bilhões com enfrentamento à covid-19

Durante audiência pública na comissão especial que acompanha os gastos do governo para o enfrentamento da covid-19, o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, anunciou um gasto de R$ 615 bilhões com a pandemia. O valor equivale a 8,6% do PIB e está “bem acima da média” dos outros países emergentes, segundo Waldery. O presidente da Comissão, Confúcio Moura (MDB-RO), declarou apoio à continuidade da agenda de reformas para contribuir com a recuperação da economia. A reportagem é de Marcella Cunha, da Rádio Senado.

24/11/2020, 14h42 - ATUALIZADO EM 24/11/2020, 14h43
Duração de áudio: 02:39
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Transcrição
LOC: O BRASIL GASTOU 8,6% DO PIB COM O COMBATE À COVID-19. LOC: É O QUE INFORMOU O SECRETÁRIO ESPECIAL DA FAZENDA À COMISSÃO QUE ACOMPANHA AS AÇÕES DO GOVERNO NO ENFRENTAMENTO À DOENÇA. A REPORTAGEM É DE MARCELLA CUNHA (Repórter) O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que Brasil já deixou o fundo do poço em relação à perda de arrecadação neste ano. A medida com maior impacto foi a redução temporária do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, no valor de R$ 20 bilhões. No total, o Brasil disponibilizou R$ 615 bilhões para o enfrentamento da covid-19. Segundo Waldery, o esforço fiscal brasileiro está “bem acima da média” dos outros países emergentes. (Waldery Rodrigues) O mundo todo vai ficar de 15 a 20 trilhões de dólares mais endividado com o enfrentamento da covid-19. O Brasil não é exceção, o Brasil gastou 8,6% do PIB com o esforço primário fiscal, defesa dos mais vulneráveis, manutenção do emprego, manutenção dos sinais vitais da economia, zelando pela consolidação fiscal, redução de riscos, transparência e conservadorismo. (Repórter) O secretário informou que o governo enviará ao Congresso Nacional uma medida provisória com alterações em mercado de capitais e instrumentos financeiros. E pediu continuidade da agenda de reformas, como a administrativa e a tributária, e dos Programas de Concessões e Privatização de Empresas Estatais. O presidente da Comissão, senador Confúcio Moura, do MDB de Rondônia, disse que as medidas terão o apoio do Parlamento. (Confúcio Moura) Nós como leigos em economia a gente fica assim amedrontado. Mas queremos contribuir sim através dos votos, dessas reformas necessárias para que a gente possa sair lá na frente respirando. (Repórter) O Ministério da Economia defendeu, ainda, a manutenção do teto de gastos, considerada uma “super âncora” para o equilíbrio fiscal. Durante a reunião, o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, Felipe Salto, estimou uma queda no Produto Interno Bruto de 5% para este ano. Segundo Salto, a recuperação da economia não vai ser tão rápida quanto espera o governo, principalmente no setor de serviços. (Felipe Salto) Para 2021, não é um recuperação extraordinária, é algo como 2,8%. Porque o número de pessoas ocupadas deve terminar o ano caindo perto de 9% e e ano que vem se recupera 1,8%, então você vai ter contingente de pessoas que perderam o emprego, seja no setor formal, informal, conta própria e que vai ficar descoberto a partir e 2021. (Repórter) A previsão do governo é mais otimista, com crescimento de 3,2% da economia em 2021.

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