Sob protestos do PSL, CPMI das Fake News aprova 86 requerimentos em bloco — Rádio Senado
Investigação

Sob protestos do PSL, CPMI das Fake News aprova 86 requerimentos em bloco

A CPMI das Fake News aprovou em bloco 86 requerimentos. Entre eles, estão convites a jornalistas, atores e cantores vítimas de notícias falsas, além do pedido de informações a diversos órgãos, como o Supremo Tribunal Federal. A aprovação em bloco foi bastante criticada pela deputada Caroline de Toni (PSL-SC), mas o senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI, disse que não haverá qualquer pré-julgamento nas investigações que serão feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito. As informações com o repórter Maurício de Santi, da Rádio Senado.

25/09/2019, 19h12 - ATUALIZADO EM 25/09/2019, 19h12
Duração de áudio: 01:54
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News realiza reunião com 86 itens. Plano de trabalho e requerimentos.

Mesa:
presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA);
relator da CPMI das Fake News, deputado Lídice da Mata (PSB-BA).

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Jane de Araújo/Agência Senado

Transcrição
LOC: A CPMI DAS FAKE NEWS APROVOU 86 REQUERIMENTOS DE CONVITE A DEPOENTES, TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÕES REFERENTES A PROCESSOS SIGILOSOS E O PLANO DE TRABALHO PROPOSTO PELA RELATORA, DEPUTADA LÍDICE DA MATA. LOC: DEPUTADOS DO PSL, NO ENTANTO, QUEREM ANULAR O RESULTADO DESSAS VOTAÇÕES. REPÓRTER MAURÍCIO DE SANTI: (Repórter) Os 86 requerimentos aprovados pela CPI Mista das Fake News pedem informações a diversos órgãos públicos, como o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal. Do STF, a comissão quer ter acesso a um inquérito sobre notícias falsas que tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. Foram aprovados também convites para ouvir representantes do Facebook, Twitter, Safernet Brasil, das empresas de telefonia Vivo, Claro, Tim, Oi e Nextel, além das jornalistas Eliane Brum e Maria Júlia Coutinho, os atores Bruno Gagliasso, Carolina Dickman e Taís Araújo e o cantor Caetano Veloso. A votação de todos os requerimentos foi em bloco, decisão que foi questionada pela bancada governista. A deputada Caroline de Toni, do PSL de Santa Catarina, acusou o presidente da CPI, senador Angelo Coronel, do PSD da Bahia, de atropelar as regras de funcionamento da comissão: (Caroline de Toni) Só poderá haver votação em bloco, ou seja, quando houver acordo por unanimidade. O regimento, a letra da regra, é clara. Quando houver unanimidade a gente pode votar em bloco. Não havendo unanimidade não pode votar em bloco. O senhor tripudiou e rasgou o regimento. Nós vamos recorrer das suas decisões, presidente, todas nulas. (Repórter) Em meio aos questionamentos, Angelo Coronel destacou que a CPMI não vai fazer qualquer pré-julgamento: (Angelo Coronel) Essa comissão não visa a perseguição de ninguém. Essa comissão visa proteger a sociedade brasileira de perfis falsos, proteger, crianças, proteger empresas, isso é que visa essa CPMI. Eu fico indignado quando eu vejo pessoas trazerem a culpa antecipada para o colo, o que não cabe nessa CPMI. (Repórter) Serão convidados ainda a presidente do TSE, ministra Rosa Weber; a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves; o Procurador-Geral da República, o Diretor-Geral da Polícia Federal e o deputado federal Alexandre Frota, do PSDB de São Paulo.

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