Senadores acreditam que desânimo dos brasileiros com a Copa é consequência das crises econômica e política — Rádio Senado
Copa do Mundo

Senadores acreditam que desânimo dos brasileiros com a Copa é consequência das crises econômica e política

14/06/2018, 14h54 - atualizado em 06/06/2024, 09h47
Duração de áudio: 03:00

Transcrição
LOC: SENADORES ACREDITAM QUE A SELEÇÃO BRASILEIRA CHEGARÁ À FINAL NA COPA DA RÚSSIA. LOC: PARA ELES, O DESÂNIMO DOS BRASILEIROS COM O MUNDIAL É CONSEQUÊNCIA DAS CRISES ECONÔMICA E POLÍTICA. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. (Repórter) Segundo o Instituto Datafolha, 53% dos brasileiros revelaram não ter interesse na Copa da Rússia. Esse é o mais alto patamar desde a primeira pesquisa, em 1994. Na Copa de 2014, quando o Brasil sediou os jogos, o índice de desinteresse foi de 36%. Na ocasião, os torcedores citaram como motivos os gastos bilionários com estádios superfaturados e obras de mobilidade que não saíram do papel, a exemplo da ampliação de linhas de metrô e do VLT, Veículo Leve sobre Trilhos. Para a senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, o desânimo dos brasileiros com a Copa é consequência das crises econômica e política do País e da descrença em geral. (Vanessa Grazziotin) O problema maior é com esse momento difícil pelo qual passamos no Brasil. A política completamente desacreditada, as instituições desacreditadas. Ou seja, é apenas a sequência daquela outra pesquisa que mostra pouca ou quase nada de confiança não só no Legislativo, Executivo. Mas também no Poder Judiciário, também nas Forças Armadas que vem diminuindo a sua credibilidade. O povo brasileiro está muito incrédulo. (Repórter) Para o líder do governo, senador Romero Jucá, do MDB de Roraima, o desinteresse dos brasileiros pela Copa é consequência da derrota do 7 a 1 para Alemanha, e não das crises econômica e política. Ele aposta numa empolgação após as primeiras vitórias da Seleção. (Romero Jucá) Acho que a Copa não esquentou ainda. Na verdade, vamos ter jogo no domingo. E no domingo, espero que o Brasil ganhe bem. A partir daí, vai começar a se ter mais atenção. Eu acho bom porque toda vez que o Brasil saiu sem grandes expectativas foi campeão. Então, é um bom prenúncio. Não adiantava sair como favorito, achando que já ganhou e depois de uma derrota. Acho que está no caminho certo. Vamos torcer para que o Brasil possa fazer uma grande exibição. (Repórter) Embora avalie que o desânimo dos brasileiros tenha relação com a situação da economia e do trauma do último mundial, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade do Amapá, está confiante que o Brasil chegará à final da Copa, ao ressaltar o trabalho de Tite. (Randolfe Rodrigues) A tristeza é incompatível com o futebol. Chegamos com uma Seleção, que não está tão dependente de Neymar, como era aquela de 2014. Temos uma organização ofensiva mais eficiente e tem uma defesa que está a mais da metade dos jogos da Seleção sem sofrer gols. Estou muito otimista. Eu acho que o Brasil se insere no grupo dos cinco, seis favoritos da Copa do Mundo. Ao lado da Espanha, que está em crise agora com a queda do técnico; ao lado da Alemanha, que vem de três derrotas nos seus amistosos; ao lado da Argentina, que não podemos subestimar e que tem uma dependência muito grande de Leonel Messi. E eu diria, no segundo grupo, a Inglaterra e a Bélgica. (Repórter) O presidente do Senado, Eunício Oliveira, já avisou que os jogos da Copa não vão comprometer as votações ao longo do mundial. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

Ao Vivo

Voz do Brasil 90 anos

Não é usuário? Cadastre-se.

Ao vivo
00:0000:00