Comissão debate globalização e desequilíbrios no planeta — Rádio Senado

Comissão debate globalização e desequilíbrios no planeta

LOC: O ENCONTRO RIO MAIS 20, MARCADO PARA JUNHO NO ANO QUE VEM, DEVE QUESTIONAR A PRIORIDADE QUE O MUNDO DÁ AO CAPITAL, EM VEZ DO SOCIAL. LOC: A LÓGICA DA GLOBALIZAÇÃO E SUA RELAÇÃO COM OS DESEQUILÍBRIOS NO PLANETA FORAM DEBATIDAS NESTA QUINTA-FEIRA PELA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES DO SENADO. REPÓRTER NILO BAIRROS: Se depender dos estudiosos ouvidos pelo Senado, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio mais 20, deve encabeçar uma agenda de mudança de prioridades no mundo. Em vez da defesa da acumulação de capital, a humanidade deve se subordinar ao princípio da dignidade dos povos. O desejo foi expresso pelos três debatedores convidados pela Comissão de Relações Exteriores nesta quinta-feira. E para não ficar apenas no campo dos sonhos, algumas entidades, públicas e da sociedade, têm discutido propostas concretas. A secretária do Cedes, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Esther de Albuquerque, explicou que o órgão reuniu mais de 100 instituições para discutir um acordo para o desenvolvimento sustentável: Esther (15¿) - Esse desenvolvimento sustentável é o atendimento das necessidades sociais da geração presente e das gerações futuras. Como nós entendemos isso? É o atendimento das necessidades derivadas dos direitos fundamentais, sociais, econômicos, culturais e ambientais. Rep: Segundo Esther Albuquerque, um dos caminhos é a economia verde, que vai subordinar a riqueza ao atendimento de princípios sociais e ambientais. A mudança é defendida também pelo professor Perci Coelho de Souza, da UnB, que sugere outra forma de medir os índices sociais no mundo, em vez do PIB, o produto interno bruto, que pesa a riqueza material produzida. O presidente da subcomissão que debate as propostas para a Rio mais 20, senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, concorda: Cristovam (21¿) - Essa linha da pobreza não pode ser medida em moeda, ela tem que ser medida em um conjunto de indicadores, nos quais a renda seja uma, o acesso à educação, à saúde, ao transporte, à segurança, então a linha de pobreza tem que ser redefinida. E é isso que tenho medo que a gente não leve para 2012, com medo de incomodar os dirigentes de cada país do mundo. Rep: Também participou da audiência o pesquisador Pedro Herculano Ferreira, do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O próprio IPEA tem estudo que propõe maior importância, na medição das políticas públicas, para o IDH, que é o índice de desenvolvimento humano. Cristovam Buarque anunciou que o próximo encontro da subcomissão que debate a Rio mais 20 terá como tema o papel dos movimentos sociais na produção de propostas para o evento do ano que vem. Da Rádio Senado, Nilo Bairros.
27/10/2011, 07h58 - ATUALIZADO EM 27/10/2011, 07h58
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