Azymuth
O Improviso estava devendo aos ouvintes um bom destaque para a banda Azymuth. Afinal, formado, oficialmente, em 1973, o Azymuth é o grupo brasileiro de jazz com mais prestígio em todo o mundo. É presença obrigatória nos mais importantes festivais, e não só de jazz. De uns tempos para cá, jovens DJs europeus descobriram o som do Azymuth e a banda fez muito sucesso tocando em festivais de música eletrônica.
A música do Azymuth não cabe bem em nenhuma caixinha. Fazendo exercícios mentais, poderíamos chamá-la de um sambajazz progressivo. Ela incorpora elementos do jazz fusion dos anos 70, como quando Miles Davis introduziu os instrumentos eletrônicos ao jazz. E traz ainda influências do rock progressivo de Emerson, Lake and Palmer, King Crimson e Rick Wakeman.
Mas a base forte, e firme, é o samba bem brasileiro. Os puristas do som acústico tardaram a entender que: o Azymuth é mesmo uma banda que faz samba da melhor qualidade. O Azymuth está formado pelos teclados psicodélicos, de Jose Roberto Bertrami; o baixo alucinado de Alex Malheiros; e a bateria e a percussão precisa de Ivan Conti, marcando o ritmo do samba.
Quando o Azymuth começou a fazer seu partido alto progressivo, lá na década de 70, o grupo foi alvo de muito preconceito, com sua nova música eletrônica. Mas a filosofia do Azymuth era mesmo trazer para a música brasileira essas novas sonoridades.
Juntando os teclados eletrônicos e sintetizadores, com um baixo moderno e um bateria que soa como uma escola de samba completa, eles inventaram um estilo único. Ivan Conti, define a música do Azymuth como um Crazy Samba. E é o Samba Doido do Azymuth que o Improviso apresenta nesta semana.

Seleção:
1 – A presa
2 – Voo sobre o Horizonte
3 – Tamborim, Cuíca, Ganzá, Berimbau
4 – Águia Não Come Mosca
5 – Partido Alto
6 – Roda Pião
7 – Prá Zé
8 – Sambáfrica
9 – Depois do Carnaval
10 – São Pedro

