Rick Schwartz - Future Rising
A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano. Algoritmos sugerem filmes, músicas, compras e até livros. Mas até onde essa presença crescente da tecnologia pode influenciar nossas escolhas? Essa é a pergunta central de “Future Rising: A Sétima Máquina”, novo romance de Rick Schwartz, o convidado do Autores e Livros Dose Extra dessa semana.
Na obra, o autor aposta em um futuro distópico marcado por vigilância digital, megacorporações poderosas e sistemas que controlam comportamentos humanos. Com forte inspiração no universo cyberpunk, o livro mistura ação, suspense e reflexão para discutir temas muito atuais como autonomia, manipulação de dados e os limites da inteligência artificial.
A trama acompanha Zack, um soldado de elite aprimorado por implantes neurais e treinado para servir a um regime tecnológico. Ele cumpre ordens sem questionar, até ser traído durante uma missão e se tornar inimigo do próprio sistema que ajudava a sustentar.
Em paralelo, surge o Dr. William Sheppard, psicanalista especialista em inteligência artificial, forçado a participar da criação de uma AGI, uma máquina capaz de simular a consciência humana. O projeto, no entanto, começa a ultrapassar fronteiras éticas e coloca em xeque o próprio conceito de humanidade.
No centro desse universo está a NeuroSync, corporação que conecta toda a população a uma rede de vigilância total, e o Projeto Arbiter, algoritmo criado para eliminar o caos e padronizar decisões em escala global. A promessa é eficiência. O risco é a perda da liberdade.
Com 406 páginas, "Future Rising: A Sétima Máquina" traz ritmo acelerado, atmosfera visual e questionamentos filosóficos. Rick Schwartz, paulista radicado em Santa Catarina, usa a ficção científica para transformar inquietações do presente em narrativa eletrizante.


