Reforma da Previdência

Audiência vai debater impacto da reforma da Previdência sobre as mulheres

01:58Audiência vai debater impacto da reforma da Previdência sobre as mulheres

Transcrição LOC: AUDIÊNCIA PÚBLICA VAI DEBATER AS POSSÍVEIS MUDANÇAS QUE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA TRARIA AO DIA A DIA DAS MULHERES. LOC: A INICIATIVA FAZ PARTE DO PROJETO PAUTAS FEMININAS DA PROCURADORIA DA MULHER NO SENADO. OS DETALHES COM A REPÓRTER REBECA LIGABUE. TÉC: Organizada pelas Procuradorias da Mulher do Senado e da Câmara, a audiência pública vai discutir o impacto da Reforma da Previdência na vida das mulheres. A nova regra proposta pelo governo determina uma idade mínima para aposentadoria de 65 anos para todos. No entanto, também traz à tona o debate sobre a desigualdade que ainda existe no mercado de trabalho. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - o IBGE, divulgada em dezembro de 2016, as mulheres trabalham, em média, cinco horas semanais a mais do que os homens. No total, incluído o tempo dedicado às atividades domésticas, a jornada das mulheres é de 55,1 horas por semana, contra 50,5 horas deles. O estudo também mostra que as mulheres recebem 76% do salário dos homens, ao exercer a mesma função, ou seja, cerca de um quarto a menos que eles. A procuradora da Mulher no Senado, senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas, defende uma ampla discussão sobre a proposta de mudanças, que considera injusta. Para Vanessa, é fundamental que haja a manutenção da aposentadoria diferenciada. (Vanessa) A gente diz que essa Reforma da Previdência é extremamente danosa para todos os trabalhadores, mas ela é mortal para as mulheres. O que deve ser analisado é o fato de que as mulheres ainda cumprem uma dupla, tripla jornada de trabalho e ganham quase 30% a menos do que os homens, então a forma de o Estado compensar as mulheres um pouco foi essa. (REP) Entre as especialistas que vão participar da reunião estão a professora Denise Lobato Gentil, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro; a economista Joana Mostafa, do Ipea; e a coordenadora nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, Rosângela Piovizani. Da Rádio Senado, Rebeca Ligabue.

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