Setembro Amarelo: como identificar e ajudar quem precisa no ambiente de trabalho — Rádio Senado
Saúde mental

Setembro Amarelo: como identificar e ajudar quem precisa no ambiente de trabalho

O Setembro Amarelo reforça a importância da valorização da vida e dos cuidados com a saúde mental. A campanha busca combater tabus e estigmas relacionados ao tema do suicídio, além de incentiver a busca e oferta de ajuda, inclusive no ambiente de trabalho.

04/09/2026, 18h10 - atualizado em 04/09/2026, 18h54
Duração de áudio: 02:12
Foto: Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)

Transcrição
Setembro Amarelo é reconhecido como o mês de valorização à vida e da saúde mental. A campanha busca quebrar tabus, reduzir estigmas , estimular que as pessoas busquem e ofereçam ajuda, inclusive no ambiente de trabalho.  De acordo com o Ministério da Previdência Social, em 2024 foram registrados 427 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número registrado nos últimos 10 anos.  Ana Lívia, psicóloga do Senado Federal, relembra que o bem-estar mental não é apenas uma responsabilidade do serviço de qualidade de vida no trabalho, mas também dos colegas, supervisores, chefes e outros.  (Ana Lívia Babadopulos) - A qualidade de vida no trabalho, ela não é responsabilidade do serviço de qualidade de vida no trabalho, ela é responsabilidade de todos nós. Porque muitas vezes a gente fica com a impressão de que é o problema da saúde mental, ele é individual, ele é daquela pessoa, é daquele indivíduo específico, mas não é assim que funciona. Além disso, a psicóloga Ana Brígida explica que o estereótipo daquele colega que sempre falta e não cumpre demandas nem sempre representa bem quem está passando por problemas, e uma simples pergunta pode melhorar o dia de alguém.  (Ana Brígida) - Na maioria das vezes, esse sofrimento ele é quase invisível. E é muito comum que as pessoas não busquem ajuda por medo. Medo do julgamento, de perder o emprego. Então, talvez o primeiro passo não seja dela, seja de quem está ao lado. E o primeiro passo pode ser uma simples pergunta, sem frases prontas. "Vai passar? É só uma fase?" Não. A pessoa às vezes não precisa de solução, ela só precisa de alguém que fique ao seu lado, que ouça e valide o seu sofrimento. E isso já é mais do que a gente imagina. Observe, ouça e acolha. E se conhece alguém em sofrimento extremo, ligue para o Centro de Valorização Da Vida com atendimento 24 horas, pelo número 188.  Sob a supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Luisa Mello  

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