Bens para pesquisa científica devem ter importação simplificada
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, em primeiro turno, o PL 2.374/2019, do senador Romário (PL-RJ), que simplifica a importação de bens para pesquisa científica e tecnológica. O relator, senador Izalci Lucas (PL-DF), afirma que a falta de insumos atrasa laboratórios. Em 2025, a cota de importação com isenção estava quase esgotada em outubro. Como a versão aprovada substitui o texto original, o projeto vai precisar passar por votação suplementar na CAE.

Transcrição
A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou, em primeiro turno, o projeto do senador Romário, do PL do Rio de Janeiro, que facilita a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica.
O texto vale apenas para produtos usados por pesquisadores e instituições credenciadas, como universidades, laboratórios e centros de pesquisa.
A ideia é reduzir a burocracia na entrada de equipamentos, peças, materiais e insumos que muitas vezes não são fabricados no Brasil, mas são essenciais para pesquisas em áreas como saúde, tecnologia, agricultura e inovação.
O relator, senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, disse que, apesar de avanços recentes, a burocracia ainda atrasa a chegada de equipamentos e insumos aos laboratórios brasileiros.
(senador Izalci Lucas) "Apesar das iniciativas de desburocratização realizadas pelo CNPq, em parceria com a Receita Federal do Brasil, observamos que ainda existem processos burocráticos que precisam ser simplificados para agilizar a importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica. Esse cenário, que provoca a perda de competitividade da nossa pesquisa e propicia a evasão de cérebros, já se estende por décadas".
Segundo o relatório, um dos problemas é o limite anual para importações com isenção. Em dois mil e vinte e cinco, essa cota estava praticamente esgotada ainda em outubro: restavam apenas zero vírgula sete por cento do total, faltando dois meses para o fim do ano. O texto acaba com esse limite e prevê licenciamento, desembaraço aduaneiro e liberação automáticos para bens destinados à pesquisa, com isenção de tributos federais. A fiscalização da Receita Federal e das autoridades sanitárias fica mantida.
O projeto ainda precisa passar por uma votação suplementar na CAE, porque foi aprovado na forma de um substitutivo. Depois, se não houver recurso para votação em Plenário, poderá seguir para o exame da Câmara dos Deputados.
Da Rádio Senado, Marcella Cunha

