Sancionada Lei da Copa do Mundo Feminina
Já estão valendo as regras para a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino no ano que vem, no Brasil. A nova lei (Lei 15.421), sancionada nesta segunda-feira (1º) trata desde a venda de ingressos, responsabilidade do governo brasileiro, direitos da Fifa e até compensação financeira para jogadoras em copas passadas. Presidente da Comissão de Esporte, a senadora Leila Barros (PDT-DF) defendeu a premiação às pioneiras do futebol feminino no Brasil.

Transcrição
O Poder Executivo sancionou a lei que estabelece as regras para viabilizar a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorrerá de 24 de junho a 25 de julho de 2027, no Brasil. O texto trata da venda de ingressos, da decretação de feriado nacional em dias de jogos da equipe brasileira, proteção de direitos autorais, regras para captação e distribuição de imagens do campeonato e garantias aos torcedores e profissionais como a facilitação para a obtenção de vistos temporários de turismo e trabalho. A ex-jogadora Formiga, que defendeu a seleção em 7 copas do mundo e 7 olimpíadas, torce pelo sucesso do evento e das atletas.
(Formiga) "E que o ano que vem possamos comemorar tanto quanto esse ano. E que as duas taças fiquem no Brasil, né? O desse ano venha e que a outra fique. E que possamos cada vez mais evoluir em questão respeito a nós mulheres. Que possamos mudar a mentalidade que existe hoje de pessoas achando que ainda não somos capazes, né?"
A lei também prevê o pagamento de 500 mil reais às jogadoras que representaram o Brasil na primeira edição da Copa do Mundo feminina, em 1991 e no primeiro torneio global feminino organizado pela FIFA, em 1988. A presidente da Comissão de Esporte do Senado, senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, defendeu a premiação.
(senadora Leila Barros) "O futebol feminino brasileiro carrega marcas profundas de proibição estatal e de preconceito social. A proibição perdurou por quatro décadas, sendo formalmente revogada apenas em 1979. As atletas que persistiram em sua paixão pelo esporte, durante e após a proibição, são pioneiras em sentido pleno, e a elas o Estado brasileiro deve não apenas reconhecimento, mas reparação".
Oito capitais brasileiras vão receber jogos da Copa do Mundo de Futebol Feminino: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.

