Grupo Parlamentar Brasil-Ucrânia debate os quatro anos da invasão russa — Rádio Senado
Relações Internacionais

Grupo Parlamentar Brasil-Ucrânia debate os quatro anos da invasão russa

Ao completar quatro anos da invasão da Federação Russa ao território ucraniano, senadores, diplomatas e autoridades europeias se reuniram para debater os impactos do conflito e avaliar o papel do Brasil como possível mediador na busca por soluções pacíficas.

24/02/2026, 19h30 - atualizado em 24/02/2026, 19h34
Duração de áudio: 02:43
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Transcrição
Ao completar quatro anos da invasão da Federação Russa ao território ucraniano, senadores, diplomatas e autoridades europeias se reuniram para debater os impactos do conflito e avaliar o papel do Brasil como possível mediador na busca por soluções pacíficas. A guerra, que já conta mais de 15 mil pessoas mortas e pelo menos 41 mil civis feridos segundo dados da ONU, encontra-se em nova fase de negociações, agora com a participação ativa dos Estados Unidos. O presidente do grupo parlamentar, senador Flávio Arns, do PSB do Paraná, denunciou violações aos direitos humanos cometidas pela Rússia e cobrou posicionamento decisivo do conjunto das nações. O conserto das nações vai tomando ciência das abomináveis táticas de guerra da Rússia. E por mais sinistras que sejam tais práticas, nem a matança, nem o tratamento dispensado a prisioneiros e cidadãos comuns representa o maior símbolo da barbárie. Tal condição pertence ao sistemático sequestro de crianças ucranianas. O senador Sérgio Moro, do União do Paraná, classificou a guerra como tragédia humanitária, mas relembrou visita recente à Ucrânia em que observou que o clima na capital Kiev não é de desistência, apesar do longo tempo em que o país segue sob ataque russo.  O que mais me chamou a atenção nessa viagem foi que eu imaginava que eu ia encontrar um país prostrado, um país amedrontado. E para minha surpresa, o quadro que encontrei foi absolutamente diferente. Uma população ativa que seguia a sua vida dentro da normalidade possível no âmbito de uma guerra. A minha percepção é que essa é uma guerra de independência e essa independência é irreversível. O embaixador do Brasil na Ucrânia, Rafael de Mello Vidal, afirmou que a paz está mais perto do que nunca e reforçou a postura diplomática brasileira, que, segundo ele, é coerente com a trajetória de neutralidade do Itamaraty. Porém ressaltou o apoio moral à Ucrânia. O Brasil, desde o início, vem defendendo uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia, que é condizente com os nossos princípios  fundamentais de política externa, entre os quais a defesa do multilateralismo, da arbitragem, do Direito Internacional. Portanto, nós somos, no terreno moral,  adotamos uma postura de condenação da invasão, no terreno militar somos neutros, mas no terreno moral, não. Também participaram da reunião, os senadores Jorge Seif, do PL de Santa Catarina, Hamilton Mourão e Damares Alves, ambos do Republicanos do Distrito Federal e o Encarregado dos Negócios da Ucrânia no Brasil, Olek Vlasenko, entre outros. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.  

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