Projeto libera produção do Mounjaro para ampliar oferta no SUS — Rádio Senado
Suspensão

Projeto libera produção do Mounjaro para ampliar oferta no SUS

O Senado vai analisar um projeto de lei (PL 160/2026) que permite ao governo autorizar a fabricação do medicamento tirzepatida, conhecido como Mounjaro, mesmo que ele ainda esteja protegido por patente. Essa medida, chamada de licenciamento compulsório, pode ser adotada em casos de interesse público e possibilita que outros laboratórios produzam o remédio sem a autorização do detentor da patente, para aumentar a oferta e reduzir custos. O Mounjaro é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2 e obesidade. Ele ajuda a controlar a glicemia e contribui para a perda de peso. De autoria da senadora Dra. Eudócia (PL-AL), a proposta também prevê a produção do remédio no Brasil e a ampliação do acesso ao tratamento da obesidade pelo SUS.

12/02/2026, 15h52 - atualizado em 12/02/2026, 18h38
Duração de áudio: 01:47
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Transcrição
O Senado vai analisar um projeto de lei que propõe  a suspensão temporária de patentes por interesse público do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro. Trata-se de um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Ele auxilia no controle glicêmico e na perda de peso em pacientes.  De autoria da senadora Dra. Eudócia, do PL de Alagoas, a proposta também prevê a produção do remédio no Brasil e a ampliação do acesso ao tratamento da obesidade pelo SUS. O texto estabelece que poderá ser concedida licença compulsória do remédio, de forma temporária e não exclusiva, conforme a Lei de Propriedade Industrial. Na prática, isso permitirá que o poder público ou empresas autorizadas produzam o medicamento no país, desde que cumpram as normas sanitárias e regulatórias. A senadora destacou que  a obesidade tem crescido de forma contínua no Brasil e já atinge cerca de um terço da população adulta (senadora Dra. Eudócia) "Diante desse cenário, a licença compulsória poderá ser adotada pelo poder executivo, quando houver insuficiência de oferta, preços elevados e impacto relevante na saúde pública após a análise da novisa. Essa é uma medida para garantir acesso aos medicamentos, fortalecer o sistema único de saúde e proteger a saúde da nossa população". O projeto ainda será analisado pelas comissões temáticas do Senado antes de seguir para votação em Plenário. Caso aprovado, também precisará passar pela Câmara dos Deputados. Da Rádio Senado, Pedro Pincer

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