Senadores cobram punição por morte do cão Orelha em Santa Catarina — Rádio Senado
Repercussão

Senadores cobram punição por morte do cão Orelha em Santa Catarina

A morte do cachorro Orelha, em Florianópolis, gerou revolta nas redes sociais e repercutiu no Senado. Parlamentares cobraram responsabilização e defenderam punições mais rígidas para crimes de maus-tratos a animais. O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura a participação de adolescentes e analisa imagens de câmeras e depoimentos de testemunhas.

28/01/2026, 11h26
Duração de áudio: 02:38
Foto: Marcos Oliveira e Carlos Moura/Agência Senado

Transcrição
Em Santa Catarina, a morte de um cachorro virou caso de polícia e também chegou ao debate político. O cão Orelha foi encontrado em estado crítico na Praia Brava, em Florianópolis, depois de agressões atribuídas a um grupo de adolescentes. O animal chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas teve que ser submetido à eutanásia. A investigação apura a participação de quatro suspeitos, todos menores de idade. As identidades não foram divulgadas. A morte de Orelha provocou indignação e mobilizou moradores da região, onde o animal era conhecido por ser dócil, viver na comunidade e receber cuidados de diferentes pessoas. O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, afirmou que é necessário endurecer a legislação para crimes de maus-tratos, especialmente contra cães e gatos, e defendeu que o país não pode naturalizar esse tipo de violência. (senador Humberto Costa) “É inaceitável que no Brasil ainda se pratiquem maus tratos contra os animais. Principalmente porque hoje em dia nós sabemos que os animais são seres sencientes, que eles sofrem, que eles sentem, e como tal nós temos que abolir definitivamente essa prática. Foi por isso que eu apresentei um projeto de lei ampliando as penas para aquelas pessoas que praticam maus tratos contra animais, especialmente para gatos e cães, que são aqueles mais comuns na lista dos animais de estimação das pessoas.” O senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, classificou o episódio como revoltante, cobrou responsabilização proporcional à gravidade das condutas e afirmou que a cultura da impunidade precisa acabar. O governador de Santa Catarina Jorginho Mello disse que ficou chocado com o caso e afirmou que a tragédia precisa gerar mudanças e mais proteção aos animais comunitários. (senador Fabiano Contarato) “Confesso que custei acreditar. Adolescentes jovens de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade. Um animal dócil que não oferecia risco algum, cuidado e amado por toda a comunidade. Orelha não era apenas um cachorro. Ele fazia parte daquele lugar. A lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda. Lamento que o nosso estado esteja no centro de uma manchete tão triste. mas que essa dor se transforme em ação, em mudança e em proteção aos animais comunitários.” O caso do cão Orelha segue em investigação pela Polícia Civil de Santa Catarina.

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