Senado faz homenagem às vítimas dos ataques a Israel — Rádio Senado
Internacional

Senado faz homenagem às vítimas dos ataques a Israel

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, conclamou a comunidade internacional a encontrar uma solução pacífica para encerrar o conflito entre israelenses e palestinos. No último sábado (7), o grupo islâmico Hamas bombardeou Israel, provocando a morte de, ao menos, 1.200 pessoas e o sequestro de outras 100. Três brasileiros estão desaparecidos. Pacheco prestou condolências aos familiares das vítimas e declarou que nada justifica o uso da violência. O senador Hamilton Mourão (Republicanos -RS) destacou o papel do Brasil em busca da paz com total respeito à não-intervenção e à soberania dos países. Já o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) avalia que Israel vai retomar o controle da situação. Em homenagem às vítimas, o Senado projetou na cúpula a bandeira de Israel na noite desse domingo (8).

09/10/2023, 14h20 - ATUALIZADO EM 09/10/2023, 14h22
Duração de áudio: 03:32
Pedro França/Agência Senado

Transcrição
PRESIDENTE DO SENADO CONCLAMA A COMUNIDADE INTERNACIONAL A RESOLVER O CONFLITO ENTRE ISRAEL E PALESTINA. BANDEIRA ISRAELENSE FOI PROJETADA NA CÚPULA DO PRÉDIO EM HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DOS ATAQUES DO ÚLTIMO SÁBADO. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, considera urgente a comunidade internacional lutar em defesa da paz entre israelenses e palestinos para evitar uma escalada de violência no Oriente Médio. No último sábado, o grupo islâmico armado Hamas bombardeou Israel num ataque surpresa anunciando o início de uma grande operação para a retomada do território. Pelo menos 1.200 pessoas morreram, a maioria, 700, em Israel e outras cem teriam sido sequestradas, incluindo três brasileiros. O presidente do Senado declarou que o mundo não pode fechar os olhos para a violação de princípios fundamentais e que nada justifica o uso da violência. Em nome do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco expressou condolências aos familiares das vítimas e reafirmou o desejo pelo fim do conflito e a busca por uma solução justa, pacífica e duradoura para a região. O senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, destacou o papel histórico do Brasil em busca da paz.    O Brasil sempre reconheceu a existência de dois estados. Lamentavelmente, parcela dos povos árabes não reconhece a existência do Estado de Israel, aí existe um permanente estado de conflito com organizações terroristas Hamas ao sul e Hezbollah ao norte.  Mas é importante que dentro daquilo que são os nossos princípios de não intervenção, de acatar a soberania das Nações e principalmente a autodeterminação dos povos, a gente buscar uma solução pacífica para esse conflito. Nesse domingo, a bandeira de Israel foi projetada na cúpula do Senado num gesto de solidariedade pelo ataque terrorista e de homenagem às vítimas. Apesar de manifestar preocupação com a entrada de outros países neste conflito, o senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, considera que Israel vai retomar o controle da situação.    Mas Israel vai massacrar, não vai deixar barato isso nunca porque foram pegos de surpresa, de forma muito covarde. Israel está no direito de se defender. Israel foi atacada de forma muito covarde e de forma muito surpresa também. Atacaram no sábado e Israel guarda rigorosamente de acordo com a Lei de Moisés e eles aproveitaram exatamente nesse momento. Vamos torcer para que isso não aumente. O conflito entre Israel e Palestina já dura décadas desde a criação do Estado de Israel em 1948. Em 1967, houve a Guerra dos Seis Dias, ocasião em que Israel anexou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, onde estão santuários religiosos dos cristãos, judeus e mulçumanos, e a Faixa de Gaza, situada entre Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo. O território, que abriga 2,3 milhões em 41 km de extensão e 10 km de largura, foi desocupado pelos israelenses em 2005. Segundo especialistas, a solução para este conflito, que é territorial, político e religioso, seria a criação do Estado Palestino com o retorno de quem foi expulso das terras e dos refugiados. A Faixa de Gaza tem o espaço aéreo e marítimo controlado por Israel, que anunciou bloqueio para entrada de alimentos e a suspensão dos serviços de água e luz. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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