Senadores tentam acelerar envio de insumos chineses para a produção da vacina pelo Butantan — Rádio Senado
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Senadores tentam acelerar envio de insumos chineses para a produção da vacina pelo Butantan

O presidente do Grupo Parlamentar Brasil-China, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), pediu informações ao Embaixador da China, Yang Wanming, sobre a remessa de uma matéria prima necessária para a produção de vacinas contra o coronavírus pelo Instituto Butantan e pela FioCruz. Segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS) um grupo de senadores organiza uma visita à Embaixada, mas é preciso que o Governo Federal também se articule para aproximar diplomaticamente os dois países. A reportagem é de Marcella Cunha.

20/01/2021, 14h57 - ATUALIZADO EM 20/01/2021, 15h33
Duração de áudio: 02:10
Foto: Divulgação

Transcrição
LOC: A FALTA DE UM PRINCÍPIO ATIVO IMPORTADO DA CHINA ESTÁ TRAVANDO A PRODUÇÃO DA VACINA PELO INSTITUTO BUTANTAN. LOC: UM GRUPO DE SENADORES PREPARA UMA VISITA À EMBAIXADA DA CHINA PARA TENTAR AGILIZAR A LIBERAÇÃO DA MATÉRIA PRIMA. A REPORTAGEM É DE MARCELLA CUNHA (Repórter) O estoque do Instituto Butantan de um fármaco conhecido como IFA, Ingrediente Farmacêutico ativo, só é suficiente para envasar vacinas até o fim do mês. O acertado com o governo chinês é que mais onze mil litros chegariam em janeiro para permitir que o Butantan continue a produção da CoronaVac. Segundo o Instituto, um carregamento de matéria-prima estava pronto para ser despachado, mas depende de autorização do governo chinês. O diretor do Butantan, Dimas Covas, chegou a pedir que o presidente Jair Bolsonaro tivesse dignidade para interceder na liberação do insumo. Para o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, é preciso que o Governo Brasileiro se articule para aproximar a diplomacia dos dois países. (Nelsinho Trad) Entendo que é necessário por parte do Itamaraty, do Governo brasileiro, de ações que possam vir a aproximar diplomaticamente os dois países. Uma comissão de senadores já está se organizando para visitar a Embaixada da China neste sentido. Porque o que não podemos é ficar sem a vacina. (Repórter) O presidente do Grupo Parlamentar Brasil-China, senador Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão, pediu informações ao Embaixador da China sobre o fluxo dos insumos. No documento, Rocha reforça que o complexo de distribuição vacinal do Brasil é amplamente testado e permitirá a rápida imunização da população, em tempo recorde. Ele admite que “impasses diplomáticos afetaram o relacionamento entre o Brasil e a China recentemente”, mas acredita na cooperação entre os países e reforça que não poderá faltar a matéria prima chinesa, sem a qual não é possível produzir a vacina. A Fiocruz, que vai produzir as vacinas da AstraZeneca, também depende dessa transferência de tecnologia. A Fundação anunciou que, pela falta do IFA, irá atrasar para março a entrega das primeiras doses, prevista para fevereiro.

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