Oposição teme que silêncio de Bolsonaro sobre vitória de Biden prejudique relações comerciais — Rádio Senado
Eleições EUA

Oposição teme que silêncio de Bolsonaro sobre vitória de Biden prejudique relações comerciais

O governo brasileiro ainda não se manifestou sobre a eleição do democrata Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos. Na avaliação do senador Humberto Costa (PT-PE), esse silêncio é um “equívoco” ao citar que o presidente Bolsonaro está priorizando uma relação pessoal com Donald Trump em detrimento dos interesses do País. Já o senador Marcos Rogério (DEM-RO) ponderou que o Brasil só deverá se pronunciar após o resultado oficial, que sairá em 6 de janeiro. As informações são da repórter Hérica Christian, da Rádio Senado.

12/11/2020, 16h04 - ATUALIZADO EM 12/11/2020, 16h04
Duração de áudio: 02:11
Foto: Twitter / Reprodução

Transcrição
LOC: OPOSIÇÃO TEME RETALIAÇÕES COMERCIAIS DO PRESIDENTE ELEITO DOS ESTADOS UNIDOS PELO NÃO RECONHECIMENTO ATÉ AGORA DA VITÓRIA DE JOE BIDEN. LOC: ALIADOS DO PRESIDENTE BOLSONARO ALEGAM QUE O GOVERNO BRASILEIRO DEVERÁ SE MANIFESTAR APÓS ANÚNCIO OFICIAL DA CASA BRANCA. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN TÉC: O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a vitória do democrata Joe Biden na eleição dos Estados Unidos. O atual presidente norte-americano Donald Trump não reconhece a derrota. O resultado final para a Casa Branca só sairá no dia 6 de janeiro após confirmação pelo Congresso, já que a contagem dos votos permanece até 14 de dezembro. Mesmo sem a oficialização, diversos chefes de Estado já enviaram congratulações a Joe Biden, incluindo aqueles com relação próxima a Trump, como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson e o turco Recep Erdogan. A diplomacia brasileira, por sua vez, tinha a tradição de também se manifestar prontamente sobre a eleição norte-americana, o que não foi feito até o momento. O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, considera o silêncio do Brasil um grande equívoco ao ponderar que Bolsonaro priorizou uma relação pessoal em detrimento de uma de país a país, sobretudo, comercial. (Humberto) É um gesto político desnecessário que cria uma má vontade do futuro governo americano sem qualquer necessidade. É mais uma demonstração de que o presidente Bolsonaro não tem qualquer noção do que é o seu papel como chefe de estado e muito menos ainda o ministro das Relações Exteriores que dá respaldo a um tipo de postura tão equivocada como essa. O Brasil certamente pagará caro. REP: O senador Marcos Rogério, do Democratas de Rondônia, por sua vez, defendeu que o Brasil só se manifeste após o resultado oficial. (Marcos) Acho que a postura de cautela no momento como esse é o melhor caminho dado que é preciso que a América resolva essa questão, enfrente esta questão, do ponto de vista interno, com os instrumentos que eles têm dentro do seu próprio país. Não cabe ao presidente Bolsonaro e à diplomacia brasileira fazer julgamento do que está correto ou se não está, se foi legítima ou não a eleição. É uma questão dos americanos. REP: O novo presidente dos Estados Unidos tomará posse no dia 20 de janeiro. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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