Senadores minimizam troca-troca partidário ao afirmarem que desfiliações no período autorizado eram esperadas — Rádio Senado
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Senadores minimizam troca-troca partidário ao afirmarem que desfiliações no período autorizado eram esperadas

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), minimizou o fato de o partido ter perdido 9 deputados desde 2015. Segundo Gleisi Hoffman, o troca-troca partidário não retirou da legenda a condição de maior bancada na Câmara dos Deputados. Já o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), nega que as baixas na legenda, num total de 12, tenham relação com a baixa popularidade de Michel Temer. De acordo com ele, o troca-troca partidário se deve a questões regionais. O presidente do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), comemora as 23 adesões ao partido. Agripino lembra que a agremiação, que dobrou de tamanho e vai ter candidato próprio à Presidência da República.  Entre março e abril, período legal para a troca de partidos, quatro senadores anunciaram a filiação em outras legendas.

12/04/2018, 20h11 - ATUALIZADO EM 13/04/2018, 09h27
Duração de áudio: 01:58
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária. 

Em pronunciamento, senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADORES MINIMIZAM O TROCA-TROCA PARTIDÁRIO FEITO POR MAIS DE OITENTA DEPUTADOS. LOC: PMDB, PTB, PT E PSB FORAM OS QUE MAIS PERDERAM REPRESENTANTES, ENQUANTO O DEMOCRATAS E O PARTIDO PROGRESSISTA TIVERAM AUMENTO EM SUAS BANCADAS NA CÂMARA. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. TÉC: Em comparação a fevereiro de 2015, o PMDB de Michel Temer, o PTB de Roberto Jefferson, o PT de Lula e o PSB de Eduardo Campos foram os partidos que tiveram as maiores baixas com a janela partidária: 12, 10, 9 e 9. Por outro lado, o Democratas de Rodrigo Maia mais que dobrou de tamanho, passando de 21 para 43 deputados federais, e o Partido Progressista de Paulo Maluf filiou mais 13, chegando a um total de 51. Apesar das perdas, o PT continua com a maior bancada, como enfatizou a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná. (Gleisi Hoffmann) Quem saiu do PT já prevíamos que sairia e o PT hoje é a maior bancada da Câmara dos Deputados. Ficou com a maior bancada da Câmara. (Repórter) O presidente do PMDB, senador Romero Jucá, de Roraima, negou que as baixas do PARTIDO sejam consequência da reprovação do governo Temer. (Romero Jucá) Toda mudança de partido é definida por questões regionais, de coligações, de disputas de eleições. É natural que os deputados queiram se organizar e posicionar de uma forma melhor para se reelegerem. Isso é legítimo. Não condenamos nenhuma mudança de partido porque isso faz parte da vida política e partidária. (Repórter) Já o presidente do Democratas, senador José Agripino Maia do Rio Grande do Norte, afirmou que o crescimento da bancada reforça a tese da candidatura própria à Presidência da República com o deputado Rodrigo Maia. (José Agripino) Foi um partido capaz de resistir aos ataques do governo do PT. Foi um partido que ao longo do tempo agiu com coerência e soube com firmeza de atitudes sobreviver para crescer. (Repórter) No Senado, apenas quatro parlamentares trocaram de legenda durante a janela partidária. Raimundo Lira, da Paraíba, Elmano Ferrer, do Piauí, e Rose de Freitas, do Espírito Santo, deixaram o PMDB. Kátia Abreu, de Tocantins, que havia sido desligada da agremiação, se filiou ao PDT durante o período. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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