Relator do orçamento de 2015 defende redução da meta do superávit — Rádio Senado

Relator do orçamento de 2015 defende redução da meta do superávit

LOC: O RELATOR DO ORÇAMENTO DE 2015 DEFENDE A REDUÇÃO DA META DO SUPERÁVIT. 

LOC: MAS O GOVERNO É CONTRÁRIO À PROPOSTA SOB O ARGUMENTO DE QUE O AJUSTE FISCAL AINDA NÃO SAIU DO PAPEL. OS DETALHES COM A REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN.  

TÉC (Repórter): O relator do Orçamento de 2015, senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, quer aprovar a redução da meta do superávit fiscal, que é a poupança destinada ao pagamento dos juros da dívida. Ele propõe uma diminuição de 1,2, ou de R$ 63 bilhões, para 0,4%, ou R$ 22 bilhões. Ao argumentar que a mudança é necessária diante do quadro de recessão, Jucá explicou que trata-se de um piso. Ele declarou que se o governo conseguir a meta maior não haverá problema. Até porque, ele citou que o Congresso Nacional não será obrigado a aprovar na correria a redução do superávit para o governo fechar as contas, a exemplo do que ocorreu no ano passado. 

(Jucá) A partir daí, ajustarmos a meta que eu entendo que será possível cumprir. Acho que qualquer número a mais que o governo conseguir fazer será muito bem recebido. Não podemos fixar uma meta que em tese sabemos que o governo terá dificuldade de cumprir. 

(Repórter): O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul, antecipou posição contrária à redução da meta de superávit. Ele argumentou que as medidas do pacote fiscal deverão surtir efeito no segundo semestre, melhorando assim a situação da economia. 

(Delcídio) O governo não tem posição. O governo considera 1,2 e considera 2 para o ano que vem. Não altera nada. 

(Repórter): Mas a oposição declarou apoio à redução da meta. Segundo o senador Flexa Ribeiro, do PSDB do Pará, a mudança é necessária porque o governo não diminui os gastos públicos. 

(Flexa) Ele vem em socorro ao governo porque a meta que foi estabelecida de 1,2% não será alcançada em hipótese nenhuma. Eu espero que essa, pelo menos, o governo consiga cumprir porque não dá nenhuma demonstração para a sociedade de esforço por parte do governo. 

(Repórter): A proposta será incluída num projeto de resolução em discussão na Câmara dos Deputados.
09/07/2015, 07h07 - ATUALIZADO EM 09/07/2015, 07h07
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