Ouça a entrevista de Naná Vasconcelos para a Rádio Senado
A Rádio Senado reprisa em duas partes a entrevista com o percussionista falecido no último dia 09 em decorrência de câncer no pulmão. Naná nasceu Juvenal na cidade de Recife e ganhou esse apelido da avó. Durante toda sua carreira sempre teve preferência por instrumentos de percussão e nos anos 60 se notabilizou por seu talento com o berimbau. Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro onde gravou dois LPs com Milton Nascimento. No ano seguinte, junto com Geraldo Azevedo, viajou para São Paulo para participar do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré no III Festival Internacional da Canção. Além disso, Naná tem uma extensa carreira no exterior: atuou como percussionista ao lado de diversos nomes de peso como B. B. King, Jean-Luc Ponty, David Byrne, Jon Hassell, Egberto Gismonti, Pat Metheny, Evelyn Glennie e Jan Garbarek. Formou entre os anos de 1978 e 1982, ao lado de Don Cherry e Collin Walcott, o grupo de jazz Codona, com o qual lançou três álbuns. Em 1981, tocou no Woodstock Jazz Festival, em comemoração ao décimo aniversário do Creative Music Studio. Em 1998, Vasconcelos contribuiu com a música "Luz de Candeeiro" para o álbum "Onda Sonora: Red Hot + Lisbon", compilação beneficente em prol do combate à AIDS. Em 2013, o músico fez a trilha sonora da animação O Menino e o Mundo, que disputou o Oscar de melhor filme de animação em 2016. No dia 9 de dezembro de 2015, Naná Vasconcelos recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ganhou também, por oito anos consecutivos (1983-1990), o prêmio de Melhor Percussionista do Ano da conceituada revista Down Beat, considerada a "bíblia do jazz".
Ouviremos na primeira parte: Futebol, Sonzeira, Circuladô da Fulô (Caetano) e Au Lait (Pat Metheny).
Na segunda parte as músicas são: Aranda, Batuque das águas, Cabelo Duro (com Itamar Assumpção) e um trecho dos sete Cantos de Clementina (de Jesus).


