Pandemia

Setor aéreo prevê perdas de US$ 84 bilhões em 2020

O setor aéreo terá um prejuízo de US$ 84,3 bilhões em 2020, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). O governo brasileiro estuda comprar ações das companhias aéreas para aliviar o impacto da pandemia do novo coronavírus. O senador Wellington Fagundes (PL-MT), que é presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, defende que a única forma do setor sobreviver à crise é por meio de recursos do Governo. A reportagem é de Marcella Cunha.

19/06/2020, 14h16 - ATUALIZADO EM 19/06/2020, 14h37
Duração de áudio: 02:35
Foto: anac.gov.br

Transcrição
LOC: A SITUAÇÃO DO SETOR AÉREO DEVIDO AO IMPACTO DA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS SÓ DEVE SER TOTALMENTE NORMALIZADA EM 2023. LOC: O SENADOR WELLINGTON FAGUNDES DEFENDE INJEÇÃO DE RECURSOS DO GOVERNO PARA GARANTIR A SOBREVIDA DAS COMPANHIAS. A REPORTAGEM É DE MARCELLA CUNHA TÉC: O setor aéreo perde, a cada dia de 2020, 230 milhões de dólares e deve fechar o ano com um prejuízo de 84 bilhões de dólares. O principal motivo foi uma queda da demanda de passageiros de mais 50% por conta do fechamento de diversas fronteiras ao redor do mundo para conter o avanço do coronavírus. No Brasil, o setor aéreo reduziu os voos entre abril e maio em 95%. Em junho, as operações estão sendo gradativamente retomadas. Mas a estimativa da Latam é que o número de passageiros só atinja o patamar anterior à pandemia daqui a três anos. Em março, foi publicada uma Medida Provisória para socorrer o setor, adiando o pagamento das outorgas aeroportuárias e concedendo prazo de doze meses para que passageiros fossem ressarcidos. Agora, o Governo estuda comprar ações das companhias aéreas para ajudar o setor. Para o senador Wellington Fagundes, do PL de Mato Grosso, que é presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, o auxílio financeiro do Governo é a única saída no momento. (Wellington) O setor está colapsando no mundo e que já vinha com dificuldades antes da pandemia. Um setor extremamente competitivo, por isso nesse momento não tem outra forma que não seja o Governo intervir aportando recursos e dando condições de sobrevida a essas empresas. (REP) Para Wellington Fagundes o impacto será ainda mais grave para a aviação regional. (Wellington) O ministro Paulo Guedes já sinalizou com ajuda às empresas. A competitividade vai fazer com que as grandes empresas possam até sobreviver, mas as empresas regionais continuarão com grande dificuldade. (REP) Mesmo após o fim do isolamento social, a expectativa é que haja uma queda de 20 a 40% no número de viagens. Isso porque, por conta da adaptação dos trabalhadores às reuniões virtuais, os voos coorporativos, que representam 50% do faturamento das empresas aéreas, podem diminuir de forma permanente. As três principais empresas brasileiras buscam soluções para atravessar a crise. A Azul e a Latam fecharam um acordo de compartilhamento de voos, em que os passageiros poderão fazer conexões em 50 rotas domésticas das duas companhias aéreas. Já a Gol afirma que a situação financeira está garantida até o fim do ano e descarta a possibilidade de recuperação judicial. MP 925 de 2020

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