Plenário

Aprovadas indicações para embaixadas em Israel e EUA

O Senado aprovou nesta terça-feira (22) indicações para várias embaixadas, incluindo a dos Estados Unidos e Israel, considerados parceiros estratégicos do governo Bolsonaro. Durante a votação, senadores criticaram a política externa do governo e a visita do Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo ao Brasil, quando fez críticas à Venezuela. A reportagem é de Roberto Fragoso, da Rádio Senado.

MP 925/2020

22/09/2020, 21h49 - ATUALIZADO EM 23/09/2020, 00h39
Duração de áudio: 01:58
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa semipresencial.

Em sessão semipresencial, senadores analisam a MP 971/2020, que autoriza reajuste de salário para policiais civis e militares e bombeiros militares do Distrito Federal. Também está na pauta o PLV 38/2020, oriundo da MP 974/2020, que prorroga contratos no âmbito do Ministério da Saúde e que atingem profissionais de saúde que atuam nos hospitais federais do Rio de Janeiro, e indicações para embaixadores do Brasil em diversos países.

Mesa:
senador Marcos Rogério (DEM-RO);
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP);
secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Transcrição
LOC: O SENADO APROVOU NESTA TERÇA-FEIRA INDICAÇÕES PARA VÁRIAS EMBAIXADAS, INCLUINDO A DOS ESTADOS UNIDOS E DE ISRAEL. LOC: DURANTE A VOTAÇÃO, SENADORES CRITICARAM A POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO E A VISITA DO EMBAIXADOR NORTE-AMERICANO AO BRASIL. REPÓRTER ROBERTO FRAGOSO. TÉC: A indicação de Nestor Forster esperava ser votada desde o ano passado, mas ficou emperrada por causa da pandemia do coronavírus. O diplomata vai representar o Brasil nos Estados Unidos, considerado um parceiro estratégico pelo governo Bolsonaro. O mesmo vale para Israel, tanto que de todos os nomes apresentados, é o único que não é diplomata de carreira. O embaixador será o general Gerson de Freitas. Durante a votação, vários senadores criticaram a condução da política externa do governo, em especial a visita do Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo ao Brasil, no dia 18, quando fez críticas à Venezuela. Telmário Mota, do Pros de Roraima, pediu a vinda do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, à Comissão de Relações Exteriores para explicar o caso. (Telmário Mota) Roraima vem acolhendo os venezuelanos, sem nenhum apoio do Governo Federal. O Governo Federal só manda recursos para o custeio – para o custeio. E o Sr. Ministro leva o Sr. Pompeo lá para Roraima – ele deveria ter sido recebido aqui em Brasília – para atacar um vizinho. Desrespeitou a nossa soberania e recebeu aplausos do nosso ministro. (Repórter) Eduardo Girão, do Podemos do Ceará, defendeu, no entanto, a autonomia do governo federal para definir sua política de relações exteriores, e criticou o regime de Nicolás Maduro. (Eduardo Girão) A ditadura que há na Venezuela está deixando muita gente com fome, é uma ditadura que usurpa os direitos das pessoas daquele país, e o Brasil, no meu modo de entender, tenho umas divergências com o Governo Federal, todo mundo sabe disso, com a independência que eu tenho no mandato, mas eu acho que tem o direito, sim, o Governo Federal, de se alinhar com a visão de mundo dos Estados Unidos. Eu não vejo o menor problema nisso. (Repórter) Foram aprovados também os indicados para a embaixada do Líbano, dos Países Baixos, da Argentina, Mali, Angola, África do Sul, Estônia e o representante brasileiro na Organização de Aviação Civil Internacional. Da Rádio Senado, Roberto Fragoso.

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