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Seminário discute alternativas para evitar o uso indevido das redes sociais no debate político

02:13Seminário discute alternativas para evitar o uso indevido das redes sociais no debate político

Transcrição LOC: COMO ALIAR TECNOLOGIA E LEGISLAÇÃO PARA EVITAR O USO INDEVIDO DAS REDES SOCIAIS NO DEBATE POLÍTICO, EM ESPECIAL NAS ELEIÇÕES DE 2018. LOC: ESSES SÃO ALGUNS TEMAS DISCUTIDOS NO SEMINÁRIO “O LEGISLATIVO E AS MÍDIAS SOCIAIS” PROMOVIDO PELO SENADO NESTA QUINTA E SEXTA-FEIRA. REPÓRTER ROBERTO FRAGOSO. TÉC: Polarização do debate político, disseminação de fake news, uso de perfis falsos e robôs. Essas são algumas das preocupações de quem acompanha a evolução das redes sociais, principalmente em ano de eleições, em que essas práticas podem influenciar a campanha e ainda esconder ações como campanhas antecipadas, desrespeito ao limite de gastos e caixa dois. A professora da Ciência Política da UnB Marisa von Bülow explicou que um dos desafios ainda é conscientizar sobre as notícias falsas, porque pesquisas mostram que a maior parte das pessoas acha que nunca recebeu um boato. (Marisa von Bülow) Quase 70% disseram que não. E eu mencionei o tema da Marielle porque o caso da Marielle mostrou, se ainda precisava mostrar, que a gente não precisa de uma potência estrangeira para produzir fake News, a gente está muito bem, obrigado. (Repórter) Fabrício Benevenuto, da Ciência da Computação da Federal de Minas Gerais, desenvolveu o “Monitor de Anúncios no Facebook”, capaz de identificar propagandas políticas pagas. (Fabrício Benevenuto) A campanha eleitoral vai acontecer dentro de uma caixa preta. Isso pode ser usado tanto pra disseminar uma notícia falsa pra um grupo específico de pessoas, mas não só pra uma notícia falsa. Isso pode ser usado para fazer uma notícia verdadeira, mas através de meios verdadeiros, que é um caixa dois. (Repórter) A diretora de Comunicação do Senado, Ângela Brandão, defendeu o fortalecimento da presença das instituições públicas nas mídias sociais, que hoje são a segunda maior fonte de informação dos brasileiros, para combater as notícias falsas. (Ângela Brandão) Nesse momento, as fontes institucionais como a comunicação do Senado, por exemplo, ganham um papel ainda mais relevante, as pessoas se sentem seguras que essa é uma informação verdadeira porque é uma fonte institucional que está falando. (Repórter) Além de soluções tecnológicas e melhoria na comunicação, há também propostas de mudanças nas leis para combater más práticas nas redes sociais, como explicou o fundador do Monitor do Debate Político, Pablo Ortellado. (Pablo Ortellado) Basicamente tem duas saídas legislativas. As que apontam pra responsabilização, pra punições de diversos tipos, e pra censura posterior, pra tirar isso. E você tem outro tipo de abordagem que acha que a gente precisa melhorar o debate, o ambiente político. (Repórter) Ortellado opinou que a construção do diálogo político e a conscientização do público são caminhos melhores que o controle da informação e a penalização.

O Senado promoveu nesta quinta-feira (24) o seminário “O Legislativo e as Mídias Sociais - desafios e oportunidades de comunicação”. Especialistas expuseram preocupações como a polarização do debate político, a disseminação de fake news e uso de perfis falsos e robôs, em especial nas eleições de 2018. A professora do Instituto de Ciência Política da UnB Marisa von Bülow defendeu a conscientização das pessoas sobre notícias falsas. Fabrício Benevenuto, do Departamento da Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais, apresentou o “Monitor de Anúncios no Facebook”, capaz de identificar propagandas políticas pagas. Vários debatedores discutiram ainda a necessidade de regulação, mas com o cuidado de evitar cerceamento da liberdade de expressão.

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