Desmatamento na Amazônia é o menor da história
O desmatamento na Amazônia atingiu o menor nível da história. O endurecimento na fiscalização ambiental foi apontado por especialistas como responsável pelos resultados positivos. Porém, gerou polêmica no Senado e foi objeto do trabalho de uma subcomissão especial da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Segundo o climatologista Carlos Nobre, os números mostram que o país caminha rumo ao compromisso de zerar a destruição dos biomas até 2030.

Transcrição
O desmatamento na Amazônia Legal atingiu o menor nível da história. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a área destruída entre agosto de 2025 e julho de 2026 foi de 3.335 km quadrados, 41,8% menor que a desmatada no período anterior. Os resultados no Cerrado também foram positivos: queda de 23,8% e a menor marca desde 2001.
Em entrevista à Rádio Senado, o climatologista Carlos Nobre observou que o resultado demonstra que o governo caminha rumo aos compromissos ambientais que assumiu.
Esse governo estabelece um plano na reunião dos países amazônicos, agosto de 2023, em Belém, no Pará, para zerar o desmatamento da Amazônia até 2030. E também um outro aspecto muito positivo foi na COP30 em Belém. O Brasil lançou dois mapas do caminho. Zerar todo desmatamento e degradação de todos os biomas até 2030.
O endurecimento da fiscalização sobre o desmatamento ilegal tem sido apontado por especialistas como um dos principais responsáveis pela redução. Mas as ações dos órgãos de controle ambiental do governo estão longe de ser um consenso. O Senado chegou a instalar uma subcomissão temporária para debater os impactos econômicos e socioambientais dos embargos de terra aplicados pelo Ibama, a chamada CRATerras. O relator, senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, concluiu que boa parte desses embargos foi ilegal e desproporcional.
A solução passa por força de trabalho mais qualificada. Há nitidamente uma falta de diálogo entre o órgão principal, que é o IBAMA, e os órgãos de meio ambiente estaduais. Por isso essa complicação toda que nós estamos vivendo. Parte-se sempre do princípio de que o produtor rural está irregular, ilegal e é sempre considerado alguém que está fora do que prevê a nossa legislação.
Entre suas recomendações, a subcomissão propôs que produtores que buscam a regularização ambiental e mantêm áreas preservadas possam voltar a produzir e a ter acesso a programas de incentivo e a financiamentos públicos. Os projetos sugeridos pela CRATerras estão em discussão nas comissões do Senado.
Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

