Ministro da Saúde nega que fechamento de farmácias populares tenha prejudicado a população
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, negou que o fechamento das farmácias populares mantidas pelo governo tenha prejudicado a população. Segundo ele, a economia gerada vai permitir a compra de mais medicamentos. De acordo com o ministro, dos R$ 100 milhões que eram direcionados a essas unidades, R$ 80 milhões eram destinados ao aluguel e pagamento de pessoal e sobravam R$ 20 milhões para a compra de remédios. Agora, segundo Barros, o dinheiro poderá ser investido direto na aquisição de medicamentos, que continuarão a ser vendidos em 34 mil farmácias conveniadas ao Programa. Na opinião do senador Humberto Costa (PT – PE), o aumento de recursos para o município não representa, necessariamente, aumento no volume de medicamentos comprados.

Transcrição
LOC: O MINISTRO DA SAÚDE, RICARDO BARROS, NEGOU QUE O FECHAMENTO DAS FARMÁCIAS POPULARES MANTIDAS PELO GOVERNO TENHA PREJUDICADO A POPULAÇÃO.
LOC: SEGUNDO ELE, A ECONOMIA GERADA VAI PERMITIR A COMPRA DE MAIS MEDICAMENTOS. REPÓRTER MARCELA DINIZ:
(Repórter) O ministro da saúde, Ricardo Barros, disse que a decisão de fechar as 460 Farmácias Populares mantidas pelo governo federal foi motivada pela necessidade de corte e redirecionamento de gastos. De acordo com o ministro, dos cem milhões de reais que eram direcionados a essas unidades, 80 iam para aluguel e pagamento de pessoal e sobravam 20 para comprar remédios. Agora, segundo Barros, o dinheiro poderá ser investido direto na aquisição de medicamentos, que continuarão a ser vendidos em 34 mil farmácias conveniadas ao Programa:
(Ricardo Barros) Aumentamos o per capita de assistência farmacêutica de todos os municípios. O prefeito que quiser manter a sua farmácia aberta, mantém, mas o ministério não financia mais o custeio de uma farmácia aberta; ele financia medicamento para a população.
(Repórter) Na opin ião do senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, o aumento de recursos para o município não representa, necessariamente, aumento no volume de medicamentos comprados:
(Humberto Costa) É uma balela dizer que, agora, com a transferência de recursos para os municípios, vai se conseguir comprar o mesmo número de itens porque o que faz a Farmácia Popular ser viável é justamente a capacidade de compra centralizada por parte do Ministério da Saúde.
(Repórter) Ricardo Barros afirmou que, desde o início de sua gestão no Ministério da Saúde, em maio de 2016, foram economizados 3,5 bilhões de reais, principalmente pela revisão dos contratos de compra de medicamentos.

